Rede hoteleira aponta queda no 1º semestre

Em: 28 de julho de 2010
O resultado do balanço do primeiro semestre de 2010 foi insatisfatório para o setor hoteleiro de Manaus
O resultado do balanço do primeiro semestre de 2010 foi insatisfatório para o setor hoteleiro de Manaus

O resultado do balanço do primeiro semestre de 2010 foi insatisfatório para o setor hoteleiro de Manaus. Os números divulgados pela ABIH- AM (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) mostram refração de 17% na média de ocupação, percentagem muito abaixo da meta traçada pela entidade para o período.Ainda sofrendo com os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008, a rede hoteleira foi a mais prejudicada com as mudanças impostas pelo novo curso do eixo financeiro.
Em Manaus, o setor apostava em uma média de 54% de ocupação logo no primeiro semestre do ano, porém apenas 37% das acomodações foram utilizadas. Para o presidente da ABIH-AM, Roberto Simão Bulbol, a crise econômica já passou e o momento agora é de recuperação para os hotéis. “Esses primeiros seis meses não foram como esperávamos no desempenho, mas agora para esse segundo semestre a estimativa é de melhoras. Temos uma meta de 58%”, afirmou Roberto Simão.
Quem também atribui outro fator de baixa ocupação na cidade é o gerente do Plaza Hotel, Nailson Coelho. De acordo com ele, a vinda de grandes companhias hoteleiras em Manaus gerou uma concorrência na qual alguns empresários não estavam preparados. “Estamos há muito tempo aqui e com a abertura de outros hotéis próximos ao centro tive uma queda de 20%. A nossa previsão era ter uma ocupação de 80%, porém só chegamos a 60%.”, revela. Nailson não demonstra otimismo quanto às melhoras para o 2° semestre. A previsão é que o hotel tenha uma ocupação de 5% a mais em relação ao período anterior.
Já para o gerente do Hotel Taj Mahal, Matuzalem Pereira, além da concorrência, a falta de novos atrativos turísticos também contribuiu para o baixo desempenho do setor neste primeiro semestre. Segundo o gerente, o hotel registrou o pior desempenho dos últimos anos. “O turista não vem por causa do hotel. Ele vem para os eventos que a cidade possui. Muita coisa foi feita em Manaus, mas precisamos ter ainda mais ações que chamem o turista.”, explica Matuzalem. Para compensar o fraco resultado, o hotel já traça metas altas para os próximos meses. A aposta é que haja um acréscimo de 20% de ocupação devido a grande quantidade de festivais promovidos na capital e o aumento do número de turistas chineses atraídos pelo começo da temporada de pesca no Amazonas.
O grupo hoteleiro da rede Accor Hotels, proprietária dos hotéis Novotel, Ibis Manaus e Mercure, também registrou queda em seus investimentos. Nos últimos dois meses (junho e julho), a rede Accor teve uma redução média de 5,2%, o que representou para o grupo uma ocupação de aproximadamente 61%. Mesmo com a baixa dos últimos meses, a rede Accor é positiva quanto ao desempenho do setor no segundo semestre em Manaus.

Estrutura hoteleira para Copa

“O setor hoteleiro de Manaus é o que está mais preparado para receber os turistas”. A afirmação vem do presidente da ABIH-AM, Roberto Simão Bulbol, apesar do relatório feito pela FIFA indicar que Manaus e Cuiabá são as únicas cidades com déficit de quartos. Segundo Roberto, o que preocupa os empresários do setor não é a estrutura de acomodação do turista em Manaus e sim o transporte. A principal crítica feita por Roberto Simão é em relação ao aeroporto. Para ele, o aeroporto Eduardo Gomes será o grande desafio para os próximos anos.
As redes hoteleiras consultadas pelo Jornal do Commercio revelaram não ter interesse em aumentar o número de acomodações e que estão apenas fazendo pequenas reformas para se adequar aos novos critérios exigidos pelo mercado. A única rede que divulgou planos em ampliar a estrutura foi a rede Accor Hotels. A empresa pretende construir dois novos hotéis em Manaus até 2014.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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