Duas notícias nesta semana reforçam a condição do Brasil como um dos protagonistas mundiais das redes sociais e esquentam o debate sobre o uso desses canais como instrumento para ações de marketing.
Uma delas diz respeito ao presidente e criador do Facebook, Mark Zuckerberg, que, em visita a São Paulo (SP) na última terça-feira disse que a empresa cogita abrir escritório no país. A ideia é motivada pela rápida expansão da audiência do site no mercado brasileiro –o número de visitantes únicos está em 1, 576 milhão, crescimento de 66% entre janeiro e junho deste ano.
A outra acaba de sair do forno: o cofundador do YouTube, Chad Hurley, confirmou presença, no dia 26 de agosto, no Digital Age 2.0, evento de marketing e negócios on-line promovido pela NowDigital Business. Será a primeira visita de Hurley ao Brasil. “YouTube, MyTube, WeTube –a revolução da televisão que é de todo mundo” é o tema do bate papo entre Hurley, a presidente da Now!Digital Business, Silvia Bassi, e o público.
YouTube
Vendido para o Google por R$ 1,65 bilhão em outubro de 2006, o YouTube apresentou recentemente nos EUA um acordo para venda de propaganda com a FreeWheel, companhia americana especializada nesse tipo de atividade. Pelo serviço que será prestado ao mercado, os anunciantes poderão veicular suas mensagens publicitárias diretamente pelo seu conteúdo no YouTube. Por enquanto, cerca de 50 companhias já podem fazer sua própria publicidade no site. Até a aliança com a FreeWheel isso era proibido no YouTube. A intenção é em breve ampliar o programa.
Facebook e Orkut
Com 250 milhões de usuários no mundo –responsáveis pela atualização de mais de 1 bilhão de fotos e 10 milhões de vídeos por mês–, o Facebook já comercializa alguns espaços publicitários, ainda que de forma tímida. Além disso, mantém acordos para troca de conteúdo com organizações de internet no Brasil.
O Orkut reuniu as principais agências de publicidade do país no final de junho em São Paulo para apresentar novas pesquisas sobre os usuários do site no Brasil, incluindo informações sobre a reação dos consumidores a mensagens publicitárias.
Feito pela empresa Netpop Research com mil pessoas com mais de 15 anos de idade que participam de redes sociais no Brasil, o estudo mostra que 75% dos internautas brasileiros acessam o site mensalmente. Peças de publicidade sobre descontos ou cupons para lojas on-line são os que mais interessam aos usuários (71%), enquanto 81%se cadastrariam em comunidades patrocinadas por empresas.







