Andiroba, copaíba, castanha-do-brasil e babaçu são alguns dos recursos naturais da floresta que podem virar produtos inovadores em Biocosméticos. Para isso a RedeBio (Rede Amazônica de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosméticos) está avaliando 42 propostas para definir quais vão receber apoio para realização de atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação a partir do aproveitamento sustentável da biodiversidade da floresta amazônica de cinco estados da Região Norte.
Do total de recursos do programa RedeBio, R$ 2,1 milhões são oriundos da Fapeam, R$ 2,1 milhões da Fapema (Maranhão), R$ 2,1 milhões da Fapespa, R$ 600 mil da Sect-TO (Tocantins) e R$ 300 mil da Funtac (Fundo Científico de Desenvolvimento da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre).
A coordenadora do Funtac, Lucimar Araújo, que está participando da reunião da Redebio em Manaus, disse que a Rede vai alavancar as pesquisas com produtos da região. “Temos 5 projetos que têm como matérias-primas a andiroba, copaíba e a castanha. Esperamos conseguir o fomento para desenvolver as pesquisas”, declara.
A Assessora de Planejamento da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão), Gilza Prazeres, conta que o Estado está com 7 projetos e o babaçu é um dos principais produtos da floresta que tem um grande potencial para se transformar em biocosmético. Ela fala que a Redebio é uma iniciativa que vai ajudar a integrar os Estados da Amazônia. “Com certeza as pesquisas trarão grandes benefícios para a comunidade”, afirma.
O diretor científico da Fapespa (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará), Sanclayton Moreira, explica que a ideia é agregar valor aos insumos do Estado por meio do conhecimento científico. Ele comenta que, com a Rede, podem ser criados protetores solares, cremes, hidratantes e essências a partir de produtos como a castanha-do-brasil, babaçu, andiroba e a copaíba.
Para o diretor presidente da Fapeam, Odenildo Sena, “a partir desta iniciativa, formamos um pool de FAPs e Sects para integrar redes de pesquisa e trabalhar em cima de insumos básicos da Amazônia. Nosso objetivo principal é transformar esses insumos em produtos comercializáveis, gerando produtos, patentes e bem estar social”.
Criada a partir de uma iniciativa da Fapeam, em parceria com outras Fundações de Amparo à Pesquisa de outros estados, a RedeBio é um programa que envolve recursos da ordem de R$ 7,2 milhões voltados a financiar projetos que explorem, de forma sustentável, os recursos naturais da floresta, visando à geração de produtos inovadores em biocosméticos.
Ao todo, foram submetidas 42 propostas, sendo 19 do Amazonas, oito do Pará, sete do Maranhão, cinco do Acre e três do Tocantins. De acordo com a diretora técnico-científica da Fapeam, Patrícia Sampaio, “a Fapeam teve um papel de protagonista na articulação da rede, e o número de propostas apresentadas pelo Amazonas representa a resposta positiva dos pesquisadores do Estado. Este é um sinal de que estamos no caminho certo”.
Região Amazônica terá cerca de R$ 7 milhões para pesquisa
Em: 9 de abril de 2010
Andiroba, copaíba, castanha-do-brasil e babaçu são alguns dos recursos naturais da floresta que podem virar produtos inovadores em Biocosméticos.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina
19 de setembro de 2026


Apostas em bets avançam entre jovens e ampliam risco de dependência
19 de setembro de 2026

Durigan: depois da eleição, a questão da tarifa dos EUA tem de se resolver
19 de setembro de 2026

Flávio: Lula colocou tropa de choque para defender Alexandre de Moraes
19 de setembro de 2026


BNDES já recebeu R$ 8,2 bilhões em pedidos de crédito do Brasil Soberano em dois dias
19 de setembro de 2026

Missão comercial leva empresas brasileiras ao Paraguai e à Argentina
18 de setembro de 2026