O relator do novo Código Florestal, Aldo Rebelo (PC do B-SP), distribuiu críticas aos ex-ministros de Meio Ambiente que estão em Brasília para tentar o adiamento da votação do texto na Câmara. Ao chegar para uma reunião com os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Rebelo chamou a carta enviada pelos ex-titulares à presidente Dilma Rousseff de “abaixo-assinado”. Criticou ainda os ex-ministros Carlos Minc e Marina Silva (governo Lula) e Zequinha Sarney (governo Fernando Henrique Cardoso).
Segundo Rebelo, Minc foi secretário da área no Rio, mas não conseguiu evitar os recentes desabamentos no Estado. Já Marina, segundo ele, teria que “responder por que o povo do Acre preferiu José Serra e Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010 [Marina ficou em terceiro lugar no Estado onde nasceu e fez carreira política]”, e Zequinha representa, segundo Aldo, o “exemplo de desenvolvimento sustentável que é o Maranhão”.
PMDB x PT
O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou após reunião da base governista para discussão do Código Florestal que seu partido mantém sua decisão de votar a favor de emenda que dá aos estados o poder de estabelecer as atividades que possam justificar a regularização de áreas de preservação permanente (APPs) já desmatadas. A emenda (164) foi apresentada pelos deputados Paulo Piau (PMDB-MG), Homero Pereira (PR-MT), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Darcísio Perondi (PMDB-RS).
O governo, que é contrário a essa emenda, defende a regulamentação dessas áreas por decreto presidencial. O decreto levaria em conta os requisitos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto ambiental.






