O Banco Central revisou para baixo a previsão de crescimento da economia em 2009. Em dezembro, a instituição previa uma expansão de 3,2%. Agora, a estimativa caiu para 1,2%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem pelo Banco Central.
De acordo com o BC, a desaceleração da economia também vai reduzir as pressões sobre a inflação, que deve ficar em 4%, o que abre mais espaço para a queda dos juros.
Há duas semanas, o governo também revisou a previsão de crescimento que consta no Orçamento deste ano de 3,5% para 2%. Na semana passada, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), reduziu sua estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período) para zero.
As revisões para baixo do crescimento da economia em 2009 ganharam força depois que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado do PIB no final de 2008. Houve uma queda de 3,6% no quarto trimestre -quando houve o impacto mais forte da crise econômica- em relação ao trimestre anterior.
“Essa alteração reflete, em parte, a queda da atividade econômica no último trimestre de 2008, mais intensa do que se antecipava; além dos sinais de que a recuperação ocorrerá de forma gradual ao longo do ano’’, diz o BC no relatório.
Já o mercado financeiro prevê “crescimento zero’’, de acordo com a pesquisa Focus realizada pelo BC com bancos e empresas. A queda no PIB brasileiro no quarto trimestre já levou o BC a acelerar a política de redução na taxa básica de juros (Selic). Nas duas primeiras reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) deste ano, os juros caíram de 13,75% ao ano para 11,25% ao ano. As perspectivas pa-ra este ano são ruins para toda a economia mundial. O FMI (Fundo Monetário Internacional), por exemplo, prevê que o PIB mundial registrará este ano sua primeira contração em 60 anos, ficando entre -0,5% e -1%.
Para o Brasil, o Fundo pre-vê crescimento de 1,8%. Já a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvi-mento Econômico), grupo integrado pelas 30 nações mais industrializadas do mundo, estima que os países membros terão queda do PIB de 4,2%.
De acordo com o BC, a agropecuária deve registrar um resultado negativo de 0,1% em 2009, ante aumento de 2,2% na projeção anterior.
A produção da indústria deverá crescer 0,1%, ante 3,4% na projeção anterior. Dentro desse setor, a indústria extrativa mineral deverá crescer 2,4% (ante 5,2% na projeção anterior); a indústria de transformação deverá registrar redução de 1,6% (ante expansão de 3,1% projetada no relatório anterior). O crescimento da construção civil é estimado em 2,7%, recuando 1,6 ponto percentual em relação ao projetado anteriormente. A estimativa de expansão para o setor de serviços foi revista de 3,1% para 1,7%. Considerada a ótica da demanda, a maior revisão ocorreu na estimativa para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo), que passou de 4,4% para 0,7%.
Relatório prevê crescimento de 1,2% e inflação de 4% neste ano
Em: 31 de março de 2009
O Banco Central revisou para baixo a previsão de crescimento da economia em 2009. Em dezembro, a instituição previa uma expansão de 3,2%.Agora, a estimativa caiu para 1,2%,de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem pelo Banco Central
Redação
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