Reman consolida-se em 60 anos

Em: 10 de janeiro de 2017
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Hoje, com a expertise de seis décadas, a Refinaria Isaac Sabbá – Reman tem o desafio de cumprir o Plano Estratégico e o Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 que foram elaborados de forma integrada pela Petrobras. Responsável por uma arrecadação de R$ 1,3 bilhão de ICMS para o Amazonas, em 2014, a Reman repetiu o resultado em 2015. Atualmente, abastece 42% de todo território nacional e 27% da região Norte do país, com seus derivados de petróleo. Além de duas métricas principais, uma de segurança e outra financeira, que orientam a estratégia da empresa, também conta com um efetivo seleto de 290 empregados lotados em Manaus, que coordenam as equipes terceirizadas.

A Isaac Sabbá opera, desde o ano 2000, com capacidade de processamento de 7,3 milhões de litros de petróleo por dia, ou seja, 46 mil barris por dia. A refinaria é autossuficiente em energia, dispondo de uma central termoelétrica que produz e distribui 5,5 megawatts, uma capacidade suficiente para atender a demanda por energia de uma cidade com 40 mil habitantes. Possui a primeira unidade de Craqueamento Catalítico de petróleo da América Latina. Por definição, craqueamento é a transformação por ruptura (cracking, quebra) de moléculas grandes em moléculas menores. Utilizado para transformar óleos pesados, de pequeno valor, em derivados de petróleo mais leves, como GLP e nafta, produtos de maior valor.

O gerente de Engenharia e Suporte Técnico da Refinaria Isaac Sabbá, Alle Davi, fala com orgulho dos 23 anos de trabalho dedicados ao desenvolvimento da empresa e da região. “Para mim, especificamente, trabalhar na Reman nesses 23 anos e ver cada dia consolidando sua posição no mercado. Além da importância da Petrobras para a Amazônia, uma região que tem desafios diferentes do restante do país e que todos nós ficamos muito orgulhosos de estar cumprindo esse desafio a cada dia”, disse.

Nesses 23 anos de trabalho, Davi destacou o investimento em Urucu, no eixo Coari-Manaus, como um marco para multiplicar a capacidade da refinaria, elevando a produção de petróleo para 46 mil barris/dia. “A Petrobras investiu bastante nos últimos anos aqui na construção da U-2111 que é a unidade de extração que processa o petróleo de Urucu. Foi quando nós passamos de uma capacidade de 5 mil para 46 mil barris/dia. Foi uma modificação bem importante que a Petrobras trouxe aqui para nossa unidade que até hoje tem dado bons frutos”, salientou.

Com 60 anos em operação, a Isaac Sabbá conta com aproximadamente 290 empregos diretos, a expectativa é de cumprir o Plano Estratégico e o Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 que foram elaborados de forma integrada.

“Nesse horizonte, buscaremos crescer de forma sustentável e realista, norteados pela ética, pelas operações seguras, pela previsibilidade e pela rentabilidade, de acordo com os mais elevados padrões internacionais da indústria”, ratificou Davi.

A Reman abastece os Estados de Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e parte do Pará, ocorrendo exportações de modo esporádico para a Colômbia, Peru e Bolívia. Em seu portfólio os principais produtos são: GLP (Gás de Petróleo Liquefeito), nafta petroquímica, gasolina, querosene de aviação, óleo diesel, óleos combustíveis, óleo leve para turbina elétrica, óleo para geração de energia, asfalto.

A Refinaria Isaac Sabbá – Reman pertence à Petrobras, uma sociedade anônima de capital aberto que atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia.

“Estamos presentes nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis”, segundo a assessoria de comunicação que organizou uma visita guiada às instalações em Manaus, na manhã de terça-feira (10).

História de empreendedorismo amazonense

A Refinaria Isaac Sabbá, localizada às margens do Rio Negro, em Manaus, iniciou suas operações no dia 6 de setembro de 1956 com a denominação de Copam (Companhia de Petróleo da Amazônia). Fundada pelo empresário Isaac Sabbá, a refinaria foi inaugurada oficialmente em 3 de janeiro de 1957, com a presença do Presidente Juscelino Kubitschek, registrada pelo Jornal do Commercio à época e hoje disponível em seu acervo digital.

Possui a primeira unidade de Craqueamento Catalítico de petróleo da América Latina.
Em 31 de maio de 1974, foi incorporada ao Sistema Petrobras como Reman (Refinaria de Manaus). Desde 1995, a refinaria vem realizando investimentos em todas as suas áreas. Já no ano seguinte, em 1996, foi rebatizada como Refinaria Isaac Sabbá em homenagem ao pioneirismo de seu fundador.
Em 2000, com a entrada da nova Unidade de Destilação U-2111 foi ampliada a capacidade de produção de 5 mil para 46 mil barris de petróleo por dia. Hoje, segundo o Presidente da Petrobras e membro do Conselho de Administração, Pedro Pullen Parente, a Reman está sintonizada com as novas tecnologias e com as exigências do mercado.

“Executa um arrojado planejamento em várias frentes de trabalho, buscando assegurar sua permanente modernização e elevação do diferencial competitivo”, garante.

Linha do tempo
1956 – Início das operações como Copam (Companhia de Petróleo da Amazônia)
1957 – Oficialmente inaugurada com a presença do presidente Juscelino Kubitschek
1974 – Incorporada pela Petrobras e recebe o nome de Refinaria de Manaus (Reman)
1997 – Rebatizada como Refinaria Isaac Sabbá – Reman, em homenagem ao seu fundador
2000 – Ampliação de 5 mil barris/dia para 46 mil barris/dia (capacidade atual)
2009 – Começa operar com gás de Urucu do complexo Coari-Manaus
2017 – Completa 60 anos em plena atividade produtiva

Números
Área total: 1.130.000 m² que equivale a 158 campos de futebol no padrão FIFA
Processamento de petróleo: 46 mil barris/dia
Produção de derivados de petróleo: 5,4 milhões de litros/dia
Portfólio: 13 produtos derivados de petróleo
Consumo de energia: 5.5 MW potência para abastecer uma cidade de 40 mil habitantes
Recolhimento de ICMS: R$ 1,377 bilhão (2014) e R$ 1,314 bilhão (2015)

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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