Remédios falsificados invadem mercado brasileiro, diz Inbravisa

Em: 28 de fevereiro de 2008
Mercadoria falsificada vinda do Ásia entra no país pelo Uruguai e Paraguai e faz brasileiro correr risco de morte ao consumir medicamento inadequado.
Mercadoria falsificada vinda do Ásia entra no país pelo Uruguai e Paraguai e faz brasileiro correr risco de morte ao consumir medicamento inadequado.

“Jamais houve incidência tão grande de casos de medicamentos falsificados no Brasil”. É o que informou o Inbravisa (Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária), por meio de sua assessoria de imprensa. A organização afirmou ainda que o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria) está em estado de alerta.
De forma geral, os produtos entram no país via Paraguai e Uruguai, vindos da Ásia. A diversidade é grande: desde estimulantes sexuais, como Viagra, Levitra e Cialis, até remédios para celulite, queda de cabelo, emagrecimento e analgésicos, produtos usados para o tratamento de câncer, todos sem eficácia para a saúde.
O especialista em vigilância sanitária e diretor presidente do Inbravisa, Rui Dammenhain, lembrou que pela lei 9677/98, a comercialização de medicamentos falsificados é crime hediondo e prevê pena de dez a 15 anos de reclusão. “Mas sem a conscientização da população através de campanhas educativas esta situação só tende a piorar”, complementou.

Como
prevenir

Conforme indicou o diretor presidente, para se prevenir contra o comércio de medicamentos falsificados, a população deve:
aVerificar a existência nas embalagens de um símbolo, revestido com material metalizado (tipo raspadinha), que, ao ser raspado, expõe a palavra qualidade e a logomarca do fabricante;
aVerificar se a embalagem possui lacre;
aCompre medicamentos apenas em farmácias e drogarias, de preferência estabelecimentos já conhecidos;
aFique atento a promoções e liquidações: preços muito baixos podem indicar que o produto tem origem duvidosa, nenhuma garantia de qualidade ou até mesmo ser roubado;
aExija a nota fiscal e, de preferência, guarde este documento dentro da embalagem do produto;
aObserve sempre a data de validade do medicamentos e se não há rasgos, rasuras ou alguma informação que tenha sido apagada ou raspada.
Em caso de dúvida, sobre a condição do medicamento o usuário pode fazer uma consulta ao Inbravisa (www.inbravisa.com.br) através do e-mail [email protected] e serão fornecidas orientações de como proceder.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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