Renda do amazonense subiria com saneamento

Em: 11 de agosto de 2010
A implantação da rede de esgoto reflete positivamente na qualidade de vida do trabalhador gerando o aumento da sua produtividade e da renda, além de contribuir para a valorização dos imóveis
A implantação da rede de esgoto reflete positivamente na qualidade de vida do trabalhador gerando o aumento da sua produtividade e da renda, além de contribuir para a valorização dos imóveis

A implantação da rede de esgoto reflete positivamente na qualidade de vida do trabalhador gerando o aumento da sua produtividade e da renda, além de contribuir para a valorização dos imóveis. A pesquisa “Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico”, encomendada pelo Instituto Trata Brasil e realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que a renda média e a produtividade do trabalhador no Amazonas cresceriam 9,2% com a universalização da rede de esgoto.
Segundo a pesquisa, apenas 11,2% dos moradores de Manaus são atendidos pela rede de esgoto. A capital amazonense ocupa a 67ª posição no ranking Trata Brasil que lista a situação de 81 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. “A evolução do setor é inquestionável, mas o déficit continua. Os investimentos precisam se crescentes para reduzir o número de brasileiros que ainda não tem acesso ao saneamento básico”, esclarece o presidente do instituto, André Castro.
Por outro lado, ao ter acesso à rede de esgoto, um amazonense aumenta sua produtividade em 9,2% permitindo assim o crescimento de sua renda na mesma proporção. A estimativa é que a massa de salários no Estado do Amazonas, que hoje gira em torno de R$ 14,48 bilhões, tenha um ganho de R$ 1,33 bilhão por ano.

Efeito imobiliário

A universalização do acesso à rede de esgoto pode ainda proporcionar uma valorização média nacional de até 18% no valor dos imóveis. Essa valorização terá efeitos diferenciados em cada Federação, mas os estados com maior deficiência são os que teriam o maior volume de ganhos. A pesquisa estima que a valorização dos imóveis, no Amazonas, chegaria aos 8,4%.
A pesquisa mostra ainda os efeitos da universalização do saneamento na área da saúde e revela que por ano, 217 mil trabalhadores brasileiros precisaram se afastar de suas atividades devido a problemas gastrointestinais ligados a falta de saneamento. No Amazonas foram 5.521 internações, em 2009, sendo que 793 delas poderiam ser evitadas.
O estudo também apurou que em 2009, de acordo com o DATASUS, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrointestinais, 2.101 faleceram no hospital. No Amazonas foram 19 mortes, dessas 12 vidas poderiam ter sido seriam salvas com a implantação do saneamento

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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