Representantes do Pará, Ceará e Bahia conhecem Santa Catarina

Em: 27 de outubro de 2009
Imagine um cearense tomando chimarrão. Agora, um baiano num frio de cinco graus. Difícil?
Imagine um cearense tomando chimarrão. Agora, um baiano num frio de cinco graus. Difícil?

Imagine um cearense tomando chimarrão. Agora, um baiano num frio de cinco graus. Difícil? Se você achou, saiba que estas foram algumas das aventuras vivenciadas por vinte representantes de pequenas comunidades turísticas brasileiras da Bahia, Pará e Ceará. Eles percorreram, entre os dias 13 e 18 de outubro, seis municípios catarinenses – Rancho Queimado, Santa Rosa de Lima, Aurora, Atalanta e Imbuia.
O objetivo da viagem foi a troca de experiências entre o grupo e pequenos agricultores da região Sul do Brasil que desenvolvem o turismo de forma comunitária. Na oportunidade, eles conheceram propriedades onde o plantio de frutas e de hortaliças é orgânico e os turistas participam das atividades rurais. A ação teve o apoio do MTur (Ministério do Turismo) e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina.
O grupo também conheceu pousadas rurais e propriedades que têm obtido resultados positivos como atrativos turísticos. E participaram seminário “Agroturismo como ferramenta para o desenvolvimento de territórios rurais”, que reuniu cerca de 230 agricultores, empresários, gestores públicos e membros de entidades de classe.
Na ocasião, representantes da Accueil Paysan – associação francesa de Turismo Rural que é referência mundial no segmento – fez uma apresentação institucional e deu dicas de desenvolvimento turístico aos participantes. Alguns participantes da excursão aproveitaram a oportunidade para entregar aos franceses materiais de promoção da região em que moram. Resultado: os vídeos serão exibidos no próximo encontro internacional da Accueil Paysan.

Ideias na bagagem

Os representantes paraenses pretendem adotar um sistema de energia limpa que conheceram no Engenho Colonial Junckes, em Santa Rosa de Lima (SC). Já os cearenses aprovaram a utilização de recursos locais, como plantas nativas e móveis antigos, na decoração das pousadas.
Maria Neide de Souza Aires, artesã de Santarém (PA), conta que adorou passar quase uma semana no Sul do país. Ela ficou admirada com as plantações tão diversas. “Tem cebola, beterraba, tangerina, arroz, uva e várias coisas. Tudo o que se planta aqui, dá”, disse.
Já Valdemar Guimarães Paz, que também é paraense, diz que achou muito importante o plantio e consumo de orgânicos. É um dos aprendizados que pretende levar para sua terra. Em Santarém, o turismo também é desenvolvido de forma comunitária. Segundo ele, a diversificação de atividade está gerando renda para a comunidade e acrescentar os orgânicos no cardápio significa mais saúde para os moradores e um atrativo a mais para os turistas.
As cidades visitadas estão entre os 30 municípios que compõem a associação Acolhida na Colônia. A região é destino referência do MTur em Turismo Rural e está entre os 50 projetos apoiados pelo ministério, com o projeto TBC (Turismo de Base Comunitária).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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