Responsabilidade fiscal faz aumentar capacidade de endividamento da PMM

Em: 31 de março de 2008
Editorial
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Assim, aumenta a capacidade de investimento da prefeitura, que promete tomar novos empréstimos para aplicar em obras de infra-estrutura da cidade e de saneamento e revitalização do igarapé do Mindu. Juntas, essas duas obras somam R$ 183 milhões, são de um valor social enorme e representam pouco na capacidade de pagamento da prefeitura.
Até o último quadrimestre de 2007, a dívida municipal somava R$ 94,528 milhões, algo como 6% de toda a receita da prefeitura, que em 2007 foi de R$ 1,563 bilhão. Esses recursos são oriundos dos tributos municipais, do SUS (Sistema Único de Saúde) e repasses da União e do Estado. A boa administração desses fundos fez a prefeitura apresentar um superávit de R$ 19,625 milhões, no ano passado.
O aumento da arrecadação ajudou a consolidar a saúde financeira de Manaus, porque o Executivo municipal trabalhava com uma meta de superávit primário de R$ 155 milhões, mas amealhou R$ 407 milhões. Este resultado manteve a credibilidade da cidade junto ao mercado financeiro, possibilitando que a prefeitura aumentasse sua capacidade de endividamento.
O Banco do Brasil deu o sinal positivo para Manaus, dando-lhe um índice de endividamento de 0,32, numa escala que vai de 0 a 1. Isto significa grande potencial de pagamento e que a prefeitura tem preferência na captação de recursos em operações de crédito.
No entanto, o controle fiscal deve ser mantido, porque se o Executivo pisar fundo no acelerador dos gastos, o índice volta a cair. Juízo e responsabilidade fiscal não faz mal a ninguém.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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