Empresas e ONGs se reuniram no auditório do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), na manhã de ontem, para o lançamento do Fórum Amazônia Sustentável, que será realizado hoje, a partir das 15h na sede da Fiam (Federação das Industrias do Amazonas). Na ocasião, o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, apresentou os principais avanços e desafios do movimento RSE (Responsabilidade Social Empresarial).
Segundo pesquisas realizadas pelo instituto no ano passado, empresas de porte pequeno e médio investem em ações sociais tanto quanto empresas de grande porte, e as empresas de capital aberto tendem a tratar a estratégia de desempenho social com maior grau de formalização e projeto que as empresas de capital fechado.
Ricardo comentou que a maioria das empresas investem em planejamento social nas regiões onde desenvolve seus respectivos negócios e os principais públicos atendidos pelas ações são crianças e adolescentes. Estes diversos pontos de interface e sinergia das ações com o negócio, demonstram que a responsabilidade social é uma dimensão indissociável dos negócios.
O presidente fez uma vasta explanação sobre a vantagem competitiva da RSE. Segunso ele, a responsabilidade social virou uma precedência inevitável para dirigentes empresariais em qualquer país. “Governos, ativistas e meios de comunicação hoje cobram de empresas a responsabilidade pelos resultados sociais de suas atividades. Programas de RSE altamente visíveis costumam gerar publicidade adequada para a empresa”, afirmou.
No entanto, apesar de toda a atenção que atraem, Ricardo Young sugeriu outra maneira de encarar a relação entre empresa e sociedade, na qual sucesso empresarial e bem-estar social não são um jogo de soma zero.
Segundo o presidente, ao ponderar oportunidades de RSE com o emprego de diretrizes idênticas às que orientam suas decisões de negócios, o empresário descobrirá que a RSE pode ser muito mais do que um custo ou uma limitação. “A RSE pode ser uma incrível fonte de inovação e vantagem competitiva”, disse Ricardo.
Ele comentou também que a Amazônia brasileira representa 59% de todo o território nacional, abriga 12,2% da população do país, com mais de 180 etnias distintas, mas replica por apenas 8% do PIB. Mais de dez milhões de pessoas, 45% de sua população, conseguem viver abaixo da linha da pobreza e menos de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) amazônico advém da biodiversidade regional.
Para o presidente, o retorno de investimentos em programas de RSE promove o desenvolvimento da Amazônia com abrangência econômica e social, a valorização das potencialidades e vocações regionais, o respeito às diversidades culturais, além de promoção da educação e de pesquisas e tecnologias adequadas à realidade local, com a valorização dos conhecimentos tradicionais associados ao uso da biodiversidade, a eliminação do fomento e dos subsídios às atividades insustentáveis e ilegais, o estímulo às atividades sustentáveis, a geração de trabalho decente e renda, entre outros.
O Instituto Ethos trabalha em cinco linhas de atuação: ampliação do movimento de responsabilidade social empresarial; aprofundamento de práticas em RSE; influência sobre mercados e seus atores mais importantes, no sentido de criar um ambiente favorável à prática da RSE; articulação do movimento de RSE com políticas públicas; e produção de informação.
Responsabilidade social é destaque
Em: 24 de julho de 2008
O presidente do Instituto Ethos sugeriu outra maneira de encarar a relação entre empresa e sociedade, na qual sucesso empresarial e bem-estar social não são um jogo de soma zero
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina
19 de setembro de 2026


Apostas em bets avançam entre jovens e ampliam risco de dependência
19 de setembro de 2026

Durigan: depois da eleição, a questão da tarifa dos EUA tem de se resolver
19 de setembro de 2026

Flávio: Lula colocou tropa de choque para defender Alexandre de Moraes
19 de setembro de 2026


BNDES já recebeu R$ 8,2 bilhões em pedidos de crédito do Brasil Soberano em dois dias
19 de setembro de 2026

Missão comercial leva empresas brasileiras ao Paraguai e à Argentina
18 de setembro de 2026