Reutilização de resíduos pode beneficiar construtoras

Em: 27 de março de 2013
Representantes e empresários da construção civil se reuniram, na tarde de ontem (26), com o vice-prefeito e secretário municipal de infra-estrutura, Hissa Abrahão (PPS)
Representantes e empresários da construção civil se reuniram, na tarde de ontem (26), com o vice-prefeito e secretário municipal de infra-estrutura, Hissa Abrahão (PPS)

Representantes e empresários da construção civil se reuniram, na tarde de ontem (26), com o vice-prefeito e secretário municipal de infra-estrutura, Hissa Abrahão (PPS). Na pauta estavam reivindicações da classe e novas parcerias entre a prefeitura e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon).
Uma das propostas que começam a ser discutidas, será um possível acordo que viabilizaria a reutilização de todo o resíduo sólido produzido nos empreendimentos para construção de calçadas e sarjetas pela Seminf. A intenção é que os 130 associados do Sinduscon doem todo o entulho resultante das obras, diminuindo assim os gastos com o descarte deste material. Por outro lado, a Prefeitura de Manaus, economizaria com a compra de pedras e areia.
“Muitas construções jogam fora, ou não sabem onde colocar, todo o resíduo sólido produzido durante a execução das obras, popularmente chamado de bota-fora. Existem tipos de resíduos que podem ser reaproveitados na construção de calçadas, pavimentação de ruas. Então na medida que o Sindicato concordar que a secretaria poderá receber esse material, nós ao invés de gastar dinheiro com brita, dependendo do tipo de bota-fora, a gente promove uma obra diferenciada”, explicou Hissa.
Apesar de dizer que a economia financeira da iniciativa ainda não foi calculada, o vice-prefeito lembra que o principal benefício gerado por ela será ambiental. “O bota-fora pode ser transformado em areia ou pedras. Então, ao invés de irmos à natureza retirar esses recursos nós estamos reaproveitando um material que seria descartado pelas construtoras”, garantiu.
Para ilustrar o tamanho do problema para as empreiteiras, o representante da construtora Aliança, Flauber Santos, afirmou que a empresa produz cerca de 300m³ de resíduos inúteis mensalmente. Em 30 dias, os gastos com a destinação correta de todo este material chega a R$ 15 mil. Já Robério Arruda, da Arruda Guimarães, conta que devido à grande dificuldade em descartar estas sobras, a empresa se viu obrigada a adquirir um sistema de processamento de resíduos cujo valor supera os R$ 40 mil – sendo R$ 30 mil somente em máquinas.
Mas apesar da importância desta ação para ambas as entidades e como consequência para toda a população, o presidente do Sinduscom-Am, Eduardo Lopes, enfatiza que as diretrizes de como esta parceria será viabilizada ainda não estão definidas. Ele garante que ainda serão feitas inúmeras reuniões para tratar deste assunto.
“Nós tivemos apenas uma reunião para tratar deste assunto. Teremos, daqui para adiante, que estudar a melhor forma de desenvolver essa ideia. Ainda não temos uma direção exata para tomar. O importante é aplicar isso com retorno à população. Essa é a diretriz, por enquanto, mas não estamos com isso totalmente afinado ”, destacou Lopes.

A reunião

De acordo com Eduardo Lopes o encontro desta terça-feira (27),serviu como uma primeira aproximação entre a nova administração municipal e os representantes do setor. Entre as principais reivindicações dos empresários está a valorização de toda a cadeia envolvida com o setor da construção de Manaus. “Desde o começo do ano nós vínhamos ensaiando essa aproximação. Sempre houve um distanciamento por parte dos prefeitos anteriores com relação ao Sindicato que cuida das coisas da cidade. Essa não aproximação, como a que aconteceu no governo anterior é inaceitável”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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