Ricardo irá ao MPE para que estudante pague em dinheiro

Em: 4 de agosto de 2009
Na semana passada, o vereador, juntamente com o deputado federal Francisco Praciano, ingressou no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo que a instituição tome as medidas judiciais cabíveis para impedir o aumento da tarifa do transporte coletivo
Na semana passada, o vereador, juntamente com o deputado federal Francisco Praciano, ingressou no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo que a instituição tome as medidas judiciais cabíveis para impedir o aumento da tarifa do transporte coletivo

O vereador José Ricardo Wendling (PT) está questionando a Prefeitura de Manaus pelo fato de não ter recorrido da decisão da Justiça, que expediu liminar para o aumento da passagem para R$ 2,23, e ainda ter reajustado a passagem de ônibus para R$ 0,02 a mais, ou seja, para R$ 2,25. “Somente em Manaus presenciamos esse tipo de situação, o que mostra que algo está errado. Isso é não gostar do povo que o elegeu”, declarou o parlamentar, ressaltando que além de ter autorizado o reajuste da tarifa, o prefeito não deu garantias alguma sobre a melhoria do serviço, como renovação da frota. “E mais: os empresários ainda dizem que essa nova tarifa ainda não é suficiente”.
Ele afirma que ingressará no MPE (Ministério Público Estadual) para garantir aos estudantes o direito de pagar a meia-passagem em dinheiro. “Que retrocesso é esse?”, questiona o parlamentar, que solicitou mais uma vez que se faça uma auditoria na tarifa do transporte coletivo, pedindo também apoio do vereador Jaildo dos Rodoviários (PRP), como ainda dos 30 vereadores da Câmara Municipal que ainda não assinaram a Comissão CPI (Parlamentar de Inquérito) para investigar o custo da tarifa do transporte coletivo da cidade de Manaus – até agora, somente oito vereadores assinaram a CPI. “Todos os documentos que os empresários divulgam não têm comprovação alguma quanto a sua origem. Por isso, esta Casa precisa investigar essa situação. Ou será que os 30 vereadores que não assinaram a Comissão Parlamentar estão concordando com esse reajuste?”.
Na semana passada, o vereador, juntamente com o deputado federal Francisco Praciano, ingressou no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo que a instituição tome as medidas judiciais cabíveis para impedir o aumento da tarifa do transporte coletivo, bem como que o MPE requeira o cumprimento da lei para que as empresas do setor apresentem os balanços analíticos do setor. Até hoje, os empresários não enviaram para a CMM os dados referentes aos balanços patrimoniais e analíticos do sistema, mesmo depois da Justiça decretar liminar obrigando esse repasse, que também está previsto na Lei Orgânica do Município (Lomam). “Como a Prefeitura quer manter essas empresas no sistema se há 14 meses não recolhem os impostos e nem cumprem determinação judicial?”, questiona o parlamentar, enfatizando que o executivo fala em acabar com a TransManaus, mas não fala em nova licitação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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