Os Projetos de Assentamento José Coelho da Silva, em Macaíba (RN), e Vila Assis Chateaubriand, em Touros, foram beneficiados, na última semana, com a inauguração de fábricas de processamento de castanhas de caju. Cada unidade tem capacidade para beneficiar 20 toneladas de castanha ao mês. A Superintendência Regional do Incra apóia essa iniciativa, realizada pela Fundação Banco do Brasil, como incremento para comercialização da produção da agricultura familiar e reforma agrária no estado, que tem a amêndoa do caju como um dos principais produtos de exportação.
Inicialmente, os assentados vão trabalhar com uma média de 10 toneladas/mês, destinados para atender o comércio regional e, também, para exportação. Em Macaíba, as 70 famílias moram no PA José Coelho da Silva contam com área de cerca de 3 mil hectares de plantio de caju, em plena safra. Da área produtiva, 800 hectares estão plantadas no assentamento e mais 2.200 hectares ao seu redor. Já em Touros, cerca de mil hectares de área plantada da fruta também se encontram em plena produção. No assentamento Assis Chateaubriand moram 300 famílias.
O objetivo do projeto é agregar valor ao produto, já que os assentados não precisarão mais de intermediários para fazer o beneficiamento das castanhas. Com isso, eles garantem mais valor ao produto e aumento na renda. Segundo estimativa feita pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cada posto de trabalho gerado na agroindústria corresponde a 14 na cadeia produtiva do caju, o que comprova que há um mercado em expansão. Os números também comprovam que a abertura de mais unidades beneficiadoras da amêndoa do caju garantem mais emprego e renda aos produtores da fruta.
Os recursos para a construção das fábricas foram de R$ 883 mil, investidos pela Fundação Banco do Brasil e administrado pelo comitê gestor, formado pela Fundação BB, pela Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte), pelo Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pelo Emater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado).
A Emparn atua diretamente na capacitação dos produtores, disponibilizando tecnologias para que esses produtores aumentem cada vez mais sua renda com produtos de maior qualidade. Além disso, os pesquisadores da Emparn trabalham junto aos produtores tecnologias para um melhor e maior aproveitamento do caju e evitar o desperdício. Um exemplo desse aproveitamento é a utilização do pedúnculo do caju na complementação de ração para bovinos, caprinos e ovinos, que pode ser utilizado, principalmente, no período de maior escassez de alimentos.
Rio Grande do Norte ganha fábricas de beneficiamento do produto
Em: 22 de outubro de 2008
Os Projetos de Assentamento José Coelho da Silva, em Macaíba (RN), e Vila Assis Chateaubriand, em Touros, foram beneficiados, na última semana, com a inauguração de fábricas de processamento de castanhas de caju
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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