Sadia e Perdigão agora é Brasil Foods

Em: 20 de maio de 2009
Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, anunciaram na última terça-feira, em entrevista coletiva a criação da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento
Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, anunciaram na última terça-feira, em entrevista coletiva a criação da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento

Os presidentes da Sadia e da Perdigão, Luiz Fernando Furlan e Nildemar Secches, anunciaram na última terça-feira, em entrevista coletiva a criação da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento.
“Anunciamos o lançamento da Brasil Foods, a grande multinacional brasileira de alimentos processados”, afirmou Secches. Um dos primeiros compromissos assumidos pelas companhias é a de não demitir funcionários em razão da fusão.
“Em princípio, a fusão não gera sobreposição de fábricas. Com a união gerando sinergia e maior competitividade, certamente haverá uma expansão da produção e de novos mercados”, afirmou Furlan.
“Não há nenhuma previsão de demissões, as empresas andarão em paralelo. (…) Continuaremos sendo um dos três maiores empregadores brasileiros, com mais de 100 mil pessoas trabalho.
Furlan afirmou que a nova empresa será o maior empregador privado do País. Além disso, segundo ele, a Brasil Foods ocupará o posto de terceiro exportador brasileiro, perdendo apenas para Vale e Petrobras, que são exportadoras de commodities.
As operações da Sadia e da Perdigão ficarão separadas até a aprovação do negócio pelos órgãos de defesa da concorrência. Segundo Furlan, os executivos vão visitar autoridades destes órgãos para apresentar a operação.
Ele lembrou que várias empresas competem no mercado, como Cargill, Bunge e Tyson, o que favorece a concorrência. “Nenhuma empresa aumenta as vendas subindo o preço. Queremos privilegiar o crescimento”, disse.
Segundo Secches, as marcas e produtos das duas companhias serão mantidas no mercado. “Vamos ter uma eficiência melhor para atingir novos consumidores a preços acessíveis e boa qualidade”, disse. Ele explicou que a Brasil Foods será apenas uma marca institucional e que no mercado consumidor continuarão a ser apresentados os produtos Sadia, Perdigão, Batavo, Qualy, etc. No mercado internacional, a Brasil Foods fará um estudo de marcas com o objetivo de selecionar quais as de maior aceitação e assim mantê-las.
Furlan informou também que será contratada em breve uma empresa para analisar as sinergias entre as fabricantes. No momento, existem três ou quatro empresas fazendo propostas para a Brasil Foods. “Vamos identificar os talentos da Sadia e da Perdigão para que a fusão seja tranquila e tenha uma equipe sem predominância de um lado ou do outro”, disse.
Ao detalhar a operação durante a coletiva, Secches afirmou que os acionistas da Perdigão ficarão com uma fatia de 68% da Brasil Foods, enquanto os acionistas da Sadia terão participação de 32%. Segundo o executivo, a presidência do conselho será compartilhada entre ele e Furlan.
As famílias Furlan e Fontana terão uma participação de aproximadamente 12% na Brasil Foods. A fatia será ligeiramente inferior à da Previ, maior acionista individual, que ficará com 12%. “Ainda nem fizemos as contas para saber a participação exata antes do aumento de capital”, disse Secches.
Antes da fusão, as famílias controlavam a Sadia com 23% do capital da empresa; a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, tinha 4,16% do capital da Perdigão e 7,33% da Sadia.
Ele destacou que a união contempla a parte operacional das empresas, excluindo as atividades financeiras. “Não somos especialistas na área ­financeira”, disse.

Redação

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