“Sadia ficou marcada com uma cicatriz, mas todos carregam uma”, diz Furlan

Em: 31 de outubro de 2008
O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou na quinta-feira, 30, que a perda registrada pela empresa com operações alavancadas com derivativos marcou a companhia, mas deve ser superada
O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou na quinta-feira, 30, que a perda registrada pela empresa com operações alavancadas com derivativos marcou a companhia, mas deve ser superada

O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, afirmou na quinta-feira, 30, que a perda registrada pela empresa com operações alavancadas com derivativos marcou a companhia, mas deve ser superada. “A Sadia ficou marcada com uma cicatriz, mas todos carregam alguma, e isso não impede de seguir a trajetória”, disse.
Furlan, ex-ministro da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Exterior, tentou tranqüilizar nesta quinta-feira o mercado em uma reunião com analistas. Ele assumiu o cargo há três semanas no lugar da Walter Fontana Filho, que ­renunciou após ­anunciar que a empresa de alimentos registrou perdas de centenas de milhões de reais devido a operações com instrumentos financeiros derivativos. “Temos uma equipe de bombeiros cuidando disso diariamente”, comentou Furlan.
A Sadia divulgou no dia 29 prejuízo líquido consolidado de R$ 777,3 milhões no terceiro trimestre do ano, contra lucro de R$ 188,3 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado financeiro foi negativo em R$ 1,214 bilhão, contra receita líquida financeira de R$ 162,650 milhões um ano antes.
A Sadia ainda detalhou na quinta as perdas contábeis de R$ 239,5 milhões registradas no balanço do terceiro trimestre com a marcação a mercado de títulos no exterior. Segundo a empresa, o montante de R$ 91,9 milhões equivale à marcação a mercado de notas estruturadas de vários bancos, inclusive o Lehman Brothers, dos Estados Unidos, que pediu concordata em setembro.
Outros R$ 117 milhões equivalem a bônus do Lehman e R$ 30,6 milhões referem-se a notas de ­crédito emitidas por outras ­instituições financeiras no exterior. O valor de R$ 239,5 milhões tem apenas efeito contábil e não caixa, já que o prazo final para a liqui­dação destas operações é setembro de 2009. Somadas com as perdas que tiveram efeito caixa no resultado da Sadia no terceiro trimestre, de R$ 653,2 milhões por instrumentos financeiros liquidados, o prejuízo financeiro total da empresa chegou aos R$ 892,7 milhões de julho a setembro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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