Saem os camelôs e novas vagas podem ser abertas

Em: 26 de fevereiro de 2014
A retirada dos camelôs do centro comercial de Manaus é uma atitude de respeito do poder público com a classe empresarial
A retirada dos camelôs do centro comercial de Manaus é uma atitude de respeito do poder público com a classe empresarial

A retirada dos camelôs do centro comercial de Manaus é uma atitude de respeito do poder público com a classe empresarial. Além da pesada carga tributária que os comerciantes têm que arcar, a concorrência desleal com os ambulantes faz com que o empresariado tenha que demitir.
Não há como disputar com um tipo de comércio que não paga impostos, que não emprega e que se instala na frente do seu estabelecimento, competindo com produtos idênticos e com preços bem abaixo do que é praticado no ramo formal.
Não se pode ignorar o drama social que muitos ambulantes enfrentam para poder sobreviver com esse tipo de comércio e sustentar suas famílias, mas por trás de muitos que estão ali com boas intenções, existe uma rede de contrabandistas que exploram os camelôs, “empurrando” mercadorias de procedência duvidosa, sem nota e até proibidas pela legislação.
A prefeitura, juntamente com outros órgãos de fiscalização, precisa, sim, agir com o rigor necessário para ordenar o comércio e coibir essa prática criminosa de entrada de produtos ilegais, que acaba prejudicando a economia local.
Degradação visual e desconforto para o pedestre, para não falar dos artigos de duvidosa procedência, tornam indesejável a proliferação das bancas de camelôs pelas ruas.
Este processo foi construído com todo cuidado, levando em conta a necessidade de realocar quem realmente precisa de trabalho. De outra forma, a realidade se vingaria da precipitação das autoridades, e o recurso à repressão policial terminaria destituindo qualquer pretensão de dar feição civilizada à paisagem manauara.
Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto era o homem certo na hora certa. Aprendeu com os próprios erros e não os repetiu. Acertou. Agora colherá de certo os frutos de uma iniciativa que a ampla maioria da sociedade apoiou desde o nascedouro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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