O crescimento acentuado das importações, em ritmo bem superior ao das exportações, provocou uma queda de 22,3% no superávit da balança comercial no mês passado. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou que o ministério já trabalha com uma expectativa menor de superávit comercial. Segundo ele, a previsão inicial de US$ 45 bilhões foi revista para “algo por volta de US$ 40 bilhões”.
“O que é importante no aumento das importações é que o principal item da pauta está sendo importação de bens de equipamentos e máquinas, e não de bens de consumo”, destacou o ministro do Desenvolvimento.
“A política do dólar, adotada pelo banco central, derruba o saldo comercial face ao crescimento do nível das importações”, acrescentou.
Especialistas dizem acreditam que, com a chegada do Natal e festas de fim do ano, as importações devem aumentar, estimuladas pelo comércio –artigos importados com melhores condições de preço, mais atratividade para o consumidor e uma certa diferenciação de produtos em relação ao que é comumente oferecido pelo mercado.
Tradicionais commodities
A balança comercial de exportação vem perdendo seu ritmo, a medida que as tradicionais commodities não conseguem gerar volume de receitas para competir com a crescente importação de máquinas, matérias-primas e supérfluos.
As exportações têm sido sustentadas com ajuda da Embraer e dos fabricantes de tratores, motores e geradores. No fim do ano, além das compras de Natal, a situação deve ser agravada com os programas de viagem dos brasileiros nas férias natalinas e de verão para fora do país –oferta de pacotes turísticos bastante atrativos.
Atrativo turístico
“Não podemos descartar, também, a presença de mais de 15 transatlânticos, com bandeira internacional, oferecendo pacotes convidativos aos brasileiros e que, naturalmente, são faturados também em dólar. O governo brasileiro permanece otimista, imaginando, até o fim do ano, atingir a meta de 155 bilhões de dólares em exportações, o que, sem dúvida, é um marco importante na nossa histórica economia recente”, disse Carlos Stempniewski, mestre em Administração de Empresas e professor do curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco.







