O Brasil já pode ser considerado grau de investimento na avaliação do economista-chefe para a América Latina do Banco Santander, José Juan Ruiz, ainda que formalmente não tenha recebido a nota máxima pelas agências de classificação de risco. “Estamos nos comportando como um País investment grade antes de sê-lo? Sim”, questionou e respondeu durante o seminário “Reavaliação do Risco Brasil”, promovido pelo Comitê de Cooperação Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.
Ruiz ressaltou que os últimos meses o desempenho da economia brasileira bateu inclusive o de países já classificados como tal e citou a Bovespa como a bolsa de melhor comportamento entre os emergentes, desde que começaram as turbulências no mercado financeiro dos Estados Unidos. “Também a moeda, que é a primeira variável a sofrer durante uma crise, foi a única que se apreciou em relação ao euro”, comparou.Além disso, o economista comentou a movimentação do risco País dizendo que o índice brasileiro exibiu um comportamento melhor do que o do México, da Turquia e da Rússia (os três países já são classificados como grau de investimento). “O Brasil está em outro patamar.”
A pergunta a ser feita agora, segundo ele, não é se o Brasil será grau de investimento, mas quando isso ocorrerá. Todo este quadro positivo travado pelo economista do Santander não significa, no entanto, que o Brasil estará à parte do que ocorre no mundo. Para ele, a volatilidade dos mercados continuará nos próximos meses e isso poderá afetar o País negativamente. “Aconselho que o Brasil não caia na ‘síndrome do espectador’”, disse, acrescentando que o Brasil tem até chances de sair ganhador, ou menos perdedor.







