Santander divulga pesquisa de mercado

Em: 20 de setembro de 2007
Investidores da Bolsa de Valores de São Paulo demostram pespectivas positivas sobre a economia brasileira enquanto continuam apostando nas ações como fonte de lucratividade
Investidores da Bolsa de Valores de São Paulo demostram pespectivas positivas sobre a economia brasileira enquanto continuam apostando nas ações como fonte de lucratividade

Pesquisa feita pelo Santander com 80 investidores locais e estrangeiros do mercado de capitais mostrou que esse público acredita que o dólar não deve passar de R$ 2 até o fim do ano, que a Selic deve ficar em 10,75% em dezembro e que o Ibovespa deve encerrar 2007 num patamar entre 54 mil e 58 mil pontos, sendo que 21% dos entrevistados acreditam que o índice da bolsa pode até ultrapassar os 60 mil pontos.
O levantamento foi realizado no final do mês de agosto, durante a 8ª Conferência Anual Brasil, sediada em Campos do Jordão, logo após as piores semanas de turbulência da “crise dos subprimes”. A conferência reuniu analistas setoriais do Santander, representantes de empresas (CEOs e CFOs) listadas na Bovespa e investidores locais e estrangeiros.
No evento, os investidores tiveram a oportunidade de conversar com os representantes das companhias, muitas vezes com a presença dos analistas que as cobrem. “O resultado da pesquisa foi animador, pois os investidores ainda estavam tentando digerir as consequências da crise e, mesmo assim, viram sinais positivos para a economia brasileira”, disse o economista-chefe e head of equity do banco, André Loes.

Prováveis destaques

Um dado curioso da pesquisa é que nenhum dos quatro maiores setores que compõem o Ibovespa (petróleo e gás, mineração, siderurgia e bancos) está entre os quais se espera performance acima da média em suas ações. Para os investidores, as empresas que se encaixam nesse perfil são as “small caps”, que inclui o segmento de varejo e consumo. Não houve consenso total sobre quais setores terão desempenho abaixo da média, e apenas um foi citado pela maioria (51%): aviação e transporte, seguido de longe pelos bancos (14%).
No que diz respeito às empresas individualmente mais procuradas, os investidores locais e estrangeiros tiveram comportamento distinto: enquanto os primeiros procuraram mais por Gerdau e Perdigão, os estrangeiros mostraram maior interesse pela Net, seguida por Gafisa, Localiza e Petrobras.
Para cerca de dois terços dos entrevistados, a tendência do fluxo de investimentos permanecerá positiva ao longo de 2007, sendo que para 35% deles haverá substancial entrada de recursos, enquanto 32% acreditam num fluxo de entrada modesto. Apenas 7% dos pesquisados acreditam em saída líquida de ativos. Vale destacar que 26% acham que o fluxo será mantido.
O setor de consumo foi o que mais teve demanda de encontro entre os investidores locais e representantes de empresas. Já no caso dos investidores estrangeiros, a demanda maior foi pelo segmento de planos de saúde, o que causou surpresa ao Banco, devido ao seu tamanho relativamente pequeno. Já o setor de construção foi um dos que teve menor procura tanto pelos estrangeiros quanto pelos locais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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