Santander promove onda de demissões

Em: 7 de dezembro de 2012
Integrantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e representantes do banco Santander fizeram na tarde de quinta-feira uma audiência de conciliação sobre o processo de demissões no banco
Integrantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e representantes do banco Santander fizeram na tarde de quinta-feira uma audiência de conciliação sobre o processo de demissões no banco

Integrantes do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e representantes do banco Santander fizeram na tarde de quinta-feira uma audiência de conciliação sobre o processo de demissões no banco.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região acatou um pedido de ação conciliatória feito pelo sindicato sobre as dispensas. Em estimativas preliminares, o sindicato calcula que mais de mil demissões já tenham sido concluídas pelo banco no início desta semana. A entidade prevê que os cortes possam chegar a até 5.000 pessoas.
“Queremos saber o motivo de tantas demissões serem necessárias”, declarou Juvandia.
“A folha de pagamento representa 9,2% dos custos do Santander. Se o banco espera fazer uma redução de custos efetiva, terá de cortar em outro lugar”, afirmou Juvandia Moreira, presidente do sindicato.

Menor peso de despesas

O peso dessas despesas é o menor entre os três maiores bancos no Brasil, de acordo com o sindicato. A dirigente ressalta que o lucro do banco espanhol está entre os cinco maiores do Brasil.
Nos primeiros nove meses do ano, o banco apresentou lucro líquido gerencial de R$ 4,7 bilhões, 26% do resultado global do grupo espanhol.
“O impacto dessas demissões nas famílias está sendo terrível. Nunca vimos um nível de demissões tão grande em um espaço de tempo tão curto”, disse a presidente.
O Santander, até o momento, descarta que esteja fazendo uma demissão em massa. Em nota, na terça-feira, o banco afirmou que “as informações referentes a uma forte redução do número de funcionários não correspondem à realidade”.
“O Santander está procedendo um ajuste em sua estrutura de forma a adequá-la ao contexto competitivo da indústria”. A assessoria de imprensa do banco afirmou ainda que “o Santander reforça o seu compromisso com os planos de crescimento e seu apoio ao desenvolvimento do país”.

Sindicato fecha agências para protestar

A demissão em massa de mil funcionários do Santander, sendo onze em Alagoas, levou o movimento sindical bancário a paralisar as atividades do banco em várias agências do país, entre elas as três que funcionam na rua João Pessoa, em Maceió. Desde o início da manhã, diretores do Sindicato ocupam a frente das unidades, exigindo que a empresa abra negociações e proceda a reintegração dos demitidos.
“É inadmissível que às vésperas do Natal o banco trate os funcionários dessa forma. Com os lucros bilionários que ele obtém no Brasil, que representam 26% do resultado mundial, não há por que dispensar trabalhadores”, disse Jairo França, presidente do Sindicato e funcionário do Santander. Segundo ele, as demissões atingem principalmente funcionários com mais de dez anos de casa, muitos oriundos de bancos adquiridos (Banespa, Real, Meridional, Noroeste), perto da aposentadoria e até pessoas com deficiência.
As manifestações e paralisações promovidas em âmbito nacional começaram na semana passada e se intensificaram nos últimos dois dias. A ContrafCUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro) enviou carta ao presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, solicitando uma reunião para discutir a reintegração dos funcionários desligados, a manutenção dos empregos, a melhoria das condições de trabalho e medidas que ampliem o crédito e estimulem o crescimento econômico do país, como contrapartida social pelos excelentes resultados obtidos pelo banco no Brasil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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