A indústria de bebidas Schincariol planeja investir cerca de R$ 1 bilhão em 2008. O valor será equivalente ao aplicado pelo grupo neste ano, quando foram compradas as marcas Devassa, Nobel e Baden Baden. No biênio 2005-2006, a empresa investiu R$ 500 milhões.
A previsão da companhia é manter a média de aplicação de 10% do total da receita na área de marketing, porcentual verificado tanto em 2006 quanto neste ano.
A aposta da Schin em 2008, além da estrutura administrativa profissionalizada, está na ampliação de centros de distribuição. Neste ano, a companhia passou de 8 unidades para 40. O grupo dará início efetivamente à operação da nova fábrica instalada em Horizonte, no Ceará, no começo de 2008.
O diretor de marketing do grupo, Marcel Sacco, não informou para quanto deve aumentar a capacidade produtiva da Schin no próximo ano. Em 2007, o grupo passou de cerca de 3 bilhões de litros para 4 bilhões de litros de cerveja.
Atualmente, a planta de Alagoinhas, na Bahia, está sendo ampliada. Por enquanto, segundo o executivo, não há planos para a expansão da capacidade nas unidades recém-adquiridas da Nobel e da Baden Baden, esta última em Campos de Jordão (SP).
As perspectivas são boas para 2008 também porque o mercado de cerveja deverá crescer entre 8% e 9% em relação a este ano. Em 2007, a expansão será de cerca de 7%, na comparação com 2006.
A reestruturação realizada na empresa ao longo deste ano não visa à preparação da companhia para uma possível venda, segundo o presidente da Schincariol, Fernando Terni.
“Não fomos contratados para isso. Temos o objetivo de melhorar o posicionamento e a rentabilidade da companhia”, disse Terni, referindo-se à entrada de profissionais do setor em substituição aos administradores da família. Ele ocupa o cargo desde fevereiro deste ano.
Atualmente, o grupo Schincariol possui cerca de R$ 300 milhões em dívidas pendentes, que estão em discussão para que a empresa identifique se são valores devidos ou não. O montante inclui, principalmente, tributos como PIS, Cofins e INSS.
O grupo prevê crescimento de 20% nas vendas em 2008, em relação a este ano. A empresa finalizará 2007 com faturamento de R$ 4,5 bilhões e participação no mercado de cerveja estimada em 12,2%. A Schin avaliou que no próximo ano estará mais preparada para enfrentar a concorrência, já que em 2007 realizou uma reorganização nos cargos executivos, que incluiu a saída dos donos da companhia da gestão dos negócios e a criação de um conselho de administração.
“A transição foi muito tranqüila. Ficamos surpresos com a autonomia que a família nos deu e estamos animados com o desafio do próximo ano”, disse Fernando Terni.
Mercado de sucos
Em 2008, a empresa pretende também reforçar a participação no segmento de sucos. Atualmente, trabalha com duas linhas: a Skinka e a recém lançada Fruthos. A participação no mercado de sucos deverá ser dobrada, passando de 6% para 12%, de acordo com ele. Para o Skinka, o grupo prevê um crescimento de 50% nas vendas em relação a este ano, depois da maior adição de suco à fórmula e também do lançamento de um novo formato de embalagem, de 200 ml.
No mercado de cerveja, a Schin deverá focar na ampliação das vendas de marcas adquiridas.






