Seborreia também atinge recém-nascidos

Em: 28 de novembro de 2013
Possível em qualquer faixa etária, condição é genética e inofensiva
Possível em qualquer faixa etária, condição é genética e inofensiva

Caspa, coceira e manchas avermelhadas no couro cabeludo podem ser um alerta do seu corpo para a seborreia, condição que afeta ambos os sexos em todas faixas etárias e é dado, principalmente, por predisposição genética. Ninguém está totalmente livre de ser diagnosticado com seborreia, nem mesmo os recém-nascidos.
“Se um bebê carregar o gene da doença e esbarrar com um dos fatores desencadeantes, é possível que venha a ter seborreia, sim. Porém, não é motivo para os pais se preocuparem. Com tratamentos específicos, o mal pode ser controlado”, revela Ronise Damasceno, médica do Hapvida Saúde. Também conhecida como crosta láctea, a doença é inofensiva, não-contagiosa e temporária. Sua identificação se dá pela aparência de escamas espessas amareladas ou marrons no couro cabeludo, pálpebras, orelhas, virilha e ao redor do nariz.
Embora o pediatra seja o profissional direcionado aos cuidados infantis, quando o incômodo é esse, deve-se procurar um da área de Dermatologia. “Para que seja remediado, é preciso saber primeiro a gravidade do caso e um dermatologista saberá encaminhar ao melhor procedimento”, orienta ela.
Manifestação da dermatite seborreica se dá no indivíduo que tem predisposição genética –o fundo já vive no folículo capilar –quando do encontro com fatores externos. Esses são variados, alguns deles despontados pelo estresse, em produtos químicos, em secadores, chapinhas e até na água em temperaturas elevadas. O calor, e em consequência o suor, também são colaboradores. Os fatores desencadeantes agem aumentando a produção das glândulas sebáceas, causando a lesão fúngica.
Quem sonha com o desapego absoluto da condição, a dermatologista Ronise Damasceno avisa: não tem cura. “Pode ser controlada com xampus especiais e adequados ao grau de severidade do paciente, mas a maior parte do tratamento é colaboração dele, comprometendo-se a maneirar o contato com o fator responsável pela evolução da doença”, alerta. E coçar excessivamente pode causar mais inflamação, além de sangramento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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