A fabricante de relógios de pulso Seculus prevê ampliar a produção em 50% em 2011. O aumento na produção de dois para três milhões de unidades segue para atender a estimativa otimista da empresa de comercialização de relógios de marca em território nacional. O desempenho estimado para o ano tem correspondido em alta nos três primeiros meses do ano.
A perspectiva mantém o ritmo crescente do retorno financeiro obtido com a produção em 2010 entre as montadoras de relógios do PIM (Polo Industrial de Manaus) que superaram até mesmo expectativas do empresariado do ramo para fechar o ano com US$ 506 milhões de faturamento com as 9 milhões de unidades produzidas, de acordo com dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Acompanhando a maior produção, o quadro de funcionários também deve aumentar cerca de 35%. A empresa estima chegar a 440 empregos diretos.
Atualmente a empresa emprega 380, este número responde por algo em torno de 14% da mão de obra envolvida no polo relojoeiro entre os nove fabricantes do PIM, tomando por referência os 2.600 trabalhadores (diretos, indiretos e temporários) do setor relojoeiro do PIM calculados pela Suframa no fechamento do ano passado.
O diretor industrial Mário Cenni explica que 70% da produção é feminina. “As mulheres são mais sensíveis para mexer em peças delicadas e tem destreza manual”, especifica. “A exigência para fazer parte da empresa é ter o ensino médio completo. Dentro da fábrica, o funcionário ganha uma formação: ele aprende a montagem de relógios”, conta Cenni.
Para o diretor da fábrica instalada há 21 anos no PIM, há vantagens além dos incentivos da Zona Franca para a presença no Estado. “A quase totalidade dos colaboradores é amazonense. O diferencial dos funcionários aqui é que, treinados, tem bom índice de produtividade”.
Produção e consumo brasileiros
Ainda que o relógio de pulso esteja colocado como o 100º produto mais exportado em 2010 no Amazonas, de acordo com dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a Seculus direciona a própria produção para o mercado nacional. De acordo com o diretor da empresa, os produtos podem ser encontrados em todo o país, mas os consumidores estão centrados no Sudeste, nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
A fabricante identifica nos magazines presentes no Brasil o principal ambiente de escoamento da produção. As grandes redes chegam a responder por 30% do volume total de relógios vendidos pela fábrica. “A tendência é crescer a venda nestas lojas. Os consumidores de nossas marcas têm boa aceitação neste tipo de loja”, conta o diretor, excluindo os modelos luxuosos deste segmento de vendas.
Marcas fabricadas
A fábrica da Seculus trabalha na capacidade máxima em dois turnos (das 7h à meia noite) para dar conta da demanda de produção de 12 mil unidades por dia, de quatro marcas diferentes.
A empresa opera a montagem de relógios da marca Mondaine, que conquista principalmente o público feminino e tem maior aceitação no Estado do Rio de Janeiro. Outra montagem na capital amazonense é a dos modelos que levam o nome da fabricante Seculus. Estes atendem mais ao público masculino.
Com foco em um nicho de mercado segmentado, a fábrica ainda opera com a linha de esportivos Speedo Watches. Além destes, os artigos luxuosos também tem representação em Manaus com relógios que levam a marca Guess.
Ao todo, com as quatro marcas, a fabricante chega a lançar cerca de 1.100 modelos por ano. “Mais do que um meio de ver horas, os relógios são percebidos como acessório de moda. Se não fosse assim, muitas pessoas deixavam de usar relógios e passavam a saber as horas pelo celular”, comenta o diretor industrial Mario Cenni sobre a percepção do artigo na atualidade.







