Sefaz e Aciub negociam instalação de entreposto da ZFM em Uberlândia

Em: 23 de abril de 2008
Técnicos mineiros foram recebidos na sala de reunião do secretário de Fazenda, Isper Abrahim Lima, que ouviu atentamente o relato das vantagens operacionais da instalação do entreposto em Uberlândia.
Técnicos mineiros foram recebidos na sala de reunião do secretário de Fazenda, Isper Abrahim Lima, que ouviu atentamente o relato das vantagens operacionais da instalação do entreposto em Uberlândia.

Uma comissão liderada pela presidente da Aciub (Associação Comercial e Industrial de Uberlândia), veio a Manaus, ontem dar seqüência à série de negociações em torno da instalação de um entreposto da ZFM (Zona Franca de Manaus) em Minas Gerais, nos moldes do que existe, hoje, em Rezende, RJ.
Tudo indica que a reunião inaugura a fase decisória do processo que, há meses, vem gerando disputa entre os Estados de Goiânia e Minas Gerais para o fornecimento do serviço de armazenagem das mercadorias do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
De acordo com a presidente da Aciub, Rosalina Cardoso Vilela, dois fatores vem sendo preponderantes a favor de Uberlândia. O primeiro é a competência técnica da cidade no assunto logística. “Somos conhecidos no Brasil como a capital da logística. Temos excelentes técnicos nessa área e esse conhecimento com certeza vai ajudar muito na distribuição dos produtos que sairão daqui”, asseverou.

Atores
envolvidos
A relação estabelecida entre as lideranças técnicas dos dois Estados também foi destacada pela presidente da Aciub. “Existe um grupo de pessoas que está se encontrando desde o início. São políticos, empresários, secretários, assessores, associação comercial, enfim, diversos atores que fazem parte da cadeia produtiva em torno da decisão do Amazonas. Então essa boa relação vem sendo decisiva”, disse.
Rosalina Vilela também defende que não há motivos para diferenças ou disputas entre Estados quando se fala de distribuição de mercadorias, no país. “Há lugar para todos. Só aqui nós temos mais de 400 empresas que precisam escoar mercadoria e isso poderá acontecer não só por Uberlândia e Rezende, mas também por Goiânia e por outros Estados que ofereçem vantagens mútuas no futuro”. A única restrição, ainda segundo Rosalina, é que não existam dois entrepostos em um só Estado.
Os técnicos mineiros foram recebidos na sala de reunião do secretário de Estado da Fazenda, Isper Abrahim Lima, que ouviu atentamente o relato das vantagens operacionais da instalação do entreposto em Uberlândia. “De fato a cidade ocupa uma posição estratégica porque é quase que eqüidistante de toda e qualquer parte do país. Estamos levando em conta tudo isso e vamos lançar o mais breve possível um edital de prestação desse serviço. Dentro de uns 60 dias tudo deve estar resolvido”, revelou o secretário.
O secretário da Fazenda ainda comentou que espera que, a partir das relações comerciais, as duas cidades se tornem parceiras também na troca de experiências sociais. “Hoje, por exemplo, a presidente da Aciub já nos colocou em primeiro contato com um programa de gestão de distribuição de medicamentos que está sendo estudado em Minas Gerais e que oferece grandes vantagens para os pacientes de um modo geral. Então esse intercâmbio é extremamente positivo para todos”, garantiu.
A Prefeitura de Uberlândia já estuda até mesmo o lugar onde poderá vir a ser construído o balcão de armazenagem dos produtos da Zona Franca. Antes disso, contudo, há um processo legal de lançamento de edital e licitação que deve ser cumprido pelo Estado do Amazonas.
A função de um entreposto é armazenar mercadoria com ou sem incentivo fiscal. No modelo de Rezende, que deve se repetir em Uberlândia, a indústria que manda mercadoria daqui para lá, por exemplo, não paga o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que só é debitado na hora da venda para o atacadista ou o varejista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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