Segmento de média-alta experimenta crescimento

Em: 22 de abril de 2008
Dos quatro segmentos por intensidade tecnológica classificados segundo metodologia da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Dos quatro segmentos por intensidade tecnológica classificados segundo metodologia da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Dos quatro segmentos por intensidade tecnológica classificados segundo metodologia da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a saber, alta, média-alta, média-baixa e baixa, apenas o de média-alta experimentou crescimento de produção acima do da indústria de transformação como um todo (6,0%) em 2007 frente ao ano anterior. Foi justamente esse o segmento cuja balança comercial mais se deteriorou.
Após obter as mais altas taxas de expansão no biênio 2005-2006, o segmento de alta tecnologia continuou crescendo, mas em menor intensidade: 4,2%, abaixo da indústria de transformação em sua totalidade. Sua balança se deteriorou ainda mais, déficit de US$ 14.8 bilhões em 2007. Apenas a indústria aeronáutica obteve superávit.
Produtos farmacêuticos, de informática e escritório, além de instrumentos de precisão, perceberam déficits maiores do que em anos anteriores, puxados pela demanda doméstica. O maior déficit registrado nessa faixa, em 2007, foi em equipamentos de rádio, TV e comunicações, cuja produção em 2007 caiu 1,1%. Entre os produtos dessa atividade estão os componentes eletrônicos, muitos dos quais não são produzidos no Brasil, mas são bens intermediários em vários segmentos produtivos e que muito dificilmente virão a sê-lo a permanecer o nível apreciado do câmbio.
A faixa de média-alta intensidade tecnológica teve crescimento de dois dígitos, 12,7%, alicerçada tanto em máquinas e equipamentos quanto na indústria automotiva e de equipamentos para ferrovia e outros de transporte, como motocicletas.
O setor químico, que cresceu 5,6%, experimentou um aumento no déficit de tal magnitude que o superávit da indústria automobilística não conseguiu fazer frente. Ademais, a ampliação dos investimentos e a valorização cambial tanto impulsionaram a produção de máquinas e equipamentos mecânicos e elétricos, quanto as importações e, por conseguinte, os déficits desses produtos.
A produção fabril de média-baixa tecnologia aumentou em 5,1% em 2007, puxada pela indústria de produtos metálicos (destaque para siderurgia), 6,4%, também responsável pelo superávit dessa faixa de intensidade: o saldo do conjunto dos produtos de média-baixa tecnologia atingiu US$ 9.1 bilhões, com a balança de produtos metálicos atingindo US$ 10.3 bilhões, mais do que o suficiente para contrabalançar os déficits de carvão e petróleo refinado e de produtos plásticos e de borracha.
O segmento que menos cresceu foi o de baixo conteúdo tecnológico, com incremento de somente 1,8%, sendo que nenhum de seus quatro segmentos componentes logrou sequer variação de 3%. Foi, no entanto, o único a lograr ampliação do saldo comercial em 2007, de US$ 31.9 bilhões para US$ 34.8 bilhões. Obviamente isso decorre do histórico favorável desses produtos no mercado internacional, principalmente do setor de alimentos, associados ao agronegócio no qual o Brasil dispõe de vantagens notórias. Todas as atividades que compõem o segmento de baixa tecnologia foram superavitárias em 2007. O saldo comercial de bens típicos da indústria de alimentos, bebidas e tabaco atingiu US$ 24.6 bilhões, superando o superávit de todo o conjunto de bens inerentes à indústria de transformação, que não atingiu US$ 20 bilhões.
O segmento que junta os produtos típicos das indústrias de madeira e a de papel e celulose apresenta o segundo maior superávit dentre os de baixa tecnologia, US$ 6.4 bilhões, superávit que vem crescendo ano a ano desde o primeiro ano da série, 1997. Já a indústria de têxteis, couro e calçados atingiu US$ 3.3 bilhões de saldo. Embora positivo, o saldo vem caindo paulatinamente desde 2004, com o segmento sentindo a competição dos importados. O que transparece de tais resultados é que o dinamismo doméstico tanto estimulou a venda de bens finais, a exemplo dos veículos automotivos e de bens de informática, quanto o investimento, como se depreende da expansão na produção de máquinas e equipamentos. Esse último aspecto confere um caráter de maior sustentação no a

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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