Segmento de motocicletas de Manaus projeta crescer 13,74% até dezembro

Em: 6 de junho de 2008
Abraciclo aponta que até abril a indústria local vendeu 687.708 unidades do produto.
Abraciclo aponta que até abril a indústria local vendeu 687.708 unidades do produto.

O desempenho da indústria de motocicletas, que tem no PIM (Pólo Industrial de Manaus) a quase totalidade sua produção, superou as expectativas do segmento no acumulado de abril. Números da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) apontam para um crescimento de 29,79% sobre o mesmo período do ano passado, com 687.708 unidades vendidas. A projeção da entidade é de alta de 13,74%, até dezembro.
Embora tenha apresentado crescimento levemente inferior (26,33%), totalizando 730.994 unidades nos quatro primeiros meses de 2008, a quantidade de veículos produzidos também está muito acima dos 11,85% projetados pela entidade até o final do ano.
O diretor-executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes, garantiu que, apesar do aquecimento, ainda não existe necessidade de mais investimentos na capacidade produtiva da indústria e que as empresas do segmento têm condições de acompanhar a demanda do mercado.“O ritmo das vendas e da produção, apesar de acima das estimativas, está dentro da capacidade instalada das fábricas. A estimativa feita no final do ano passado ainda está mantida. Após o resultado do primeiro semestre, as indústrias poderão avaliar se existe a necessidade de reformular os seus números. Ainda não podemos afirmar que esse crescimento será mantido nos próximos meses”, avaliou.
Dados fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) informam que as indústrias do pólo de duas rodas investiram US$ 1.67 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2008. O montante é 31,50% superior ao que o segmento investiu em todo o ano passado (US$ 1.27 bilhão).

Exportações
aumentam
Apesar do dólar fraco e do aquecimento do mercado interno, as exportações alcançaram incremento de 4,2% no comparativo do primeiro quadrimestre do ano, com 36.791 motocicletas produzidas contra 35.324 no mesmo período de 2007. O desempenho está acima do projetado pela entidade, que trabalha com a expectativa de queda de 14,21% na vendas externas, até dezembro.
“Apesar de termos uma pequena evolução nas exportações, estamos dentro da projeção. Os números, de uma forma global, apresentam redução quando comparados com os resultados anteriores. Um dos motivos é a taxa cambial, que exige que as empresas recebam mais dólares pelo mesmo valor em reais. Ainda é cedo para afirmar qual vai ser o desempenho das exportações”, ponderou Paes.
Segundo o diretor-executivo da Abraciclo, os fabricantes de motocicletas exportam atualmente para mais de 65 países. O dirigente ressaltou que, embora os exportadores estejam sempre em busca de novos mercados globais, o número de países importadores de motocicletas fabricadas na ZFM (Zona Franca de Manaus) tem se mantido constante nos últimos anos.

Oferta de
crédito
Em depoimentos anteriores, Moacyr Paes já havia observado que o aquecimento nas vendas de motocicletas no mercado doméstico tem sido impulsionado pela expansão na oferta de crédito, principalmente para a classe C e para quem está comprando sua primeira moto. “É uma faixa de consumo que prefere os modelos populares –em torno de 85,9% dos modelos vendidos durante o primeiro trimestre tinham 150 cilindradas ou menos.
A distribuição das vendas pelo território nacional confirma a avaliação. Norte (7,7%), Nordeste (24%) e Centro-Oeste (11%) aumentaram sua participação nas vendas, ao passo que regiões mais ricas, como Sul (16,3%) e Sudeste (41%), tiveram menor participação em relação a 2007. A cidade de São Paulo, por exemplo, manteve a mesma fatia do ano passado (7,7%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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