Seguro rural cresce 95,8% com mais de R$ 60 milhões aplicados

Em: 17 de janeiro de 2008
O Secretário de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Edilson Guimarães, considerou que, embora o ­nível de contratação
O Secretário de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Edilson Guimarães, considerou que, embora o ­nível de contratação

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural cresceu 95,8% em 2007, com comprometimento de R$ 60,9 milhões. O montante aplicado pelo governo no programa dá cobertura para uma área de 2,3 milhões de hectares e garante capital da ordem de R$ 2,7 bilhões.

Do total contratado, 75% foram destinados a quatro Estados: Paraná, com participação de 37%; Rio Grande do Sul, responsável por 14% das contratações; São Paulo, com 13%, e Santa Catarina, com 12% do total.

O Secretário de Política Agrícola do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Edilson Guimarães, considerou que, embora o ­nível de contratação ­ainda esteja abaixo do alme­jado, já se pode ­considerar o Seguro Rural como ­importante instrumento de garantia de renda do produtor.

Ele explicou que qualquer cultura pode ser segurada e que o Programa de Subvenção abrange 45 culturas. As principais culturas beneficiadas pelo Seguro Rural em 2007 foram soja, com 46% do total contratado, maçã, com 18% e milho, com 14%.

O crescimento do Seguro Rural é uma das metas do Mapa, por isso, a proposta orçamentária de 2008 prevê R$ 200 milhões para o Programa de Subvenção, o dobro do aprovado para 2007. “Desde 2006 temos feito uma série de ações que visam estimular a contratação deste tipo de garantia. Incorporar o Seguro Rural na cultura do produtor rural brasileiro é um dos nossos desafios”, afirmou o secretário.

Entre essas ações, destaca-se a elevação dos percentuais de sub­venção de várias culturas, em 2007. Todos os produtos que contavam com 30% de subvenção tiveram esse percentual elevado para 40% e o percentual de subvenção para maçã e uva foi elevado de 40% para 50%.

Também foi importante, em 2007, a regulamentação da Lei Complementar nº 126, que abriu o mercado brasileiro aos resseguradores internacionais. Essa abertura traz perspectivas de crescimento das operações de Seguro Rural e do ingresso, no Brasil, de novas tecnologias aplicadas ao setor securitário.

Além disso, a abertura aumenta a concorrência, o que deve estimular as seguradoras a oferecerem novos produtos de Seguro Rural e a diminuir o valor dos prêmios para os produtores rurais.

Impulso no setor

O projeto de lei que prevê a criação do Fundo de Catástrofe também traz perspectivas de crescimento para o setor. A proposição encontra-se na Casa Civil para encaminhamento ao Congresso Nacional.

Elaborado em conjunto com o Ministério da Fazenda, o objetivo do Fundo é oferecer um ­resseguro suplementar a ser utilizado pelas ­segu­radoras e resse­guradoras no pagamento de parte dos sinistros decor­rentes de eventos climáticos classificados como ca­tastróficos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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