Sem acordo no TST, funcionários dos Correios mantêm paralisação

Em: 15 de julho de 2008
Os funcionários dos Correios e os representantes da empresa reunidos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em Brasília ontem não chegaram a um acordo sobre o fim da greve da categoria e a paralisação está mantida.
Os funcionários dos Correios e os representantes da empresa reunidos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em Brasília ontem não chegaram a um acordo sobre o fim da greve da categoria e a paralisação está mantida.

Os funcionários dos Correios e os representantes da empresa reunidos no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em Brasília ontem não chegaram a um acordo sobre o fim da greve da categoria e a paralisação está mantida.
Devido à falta de consenso na audiência de conciliação da semana passada, o presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, apresentou novas propostas para encerrar a paralisação. Funcionários e empresa têm até a próxima quinta-feira, às 12h, para manifestarem decisão a respeito.
Segundo a assessoria de imprensa da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), o ministro propôs excluir os carteiros do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, pagar 30% por mês como gratificação de serviços de entrega e coleta (proporcional ao número de horas passados na rua, em atividade), dividir o prejuízo da paralisação entre as partes (os Correios pagariam 50% dos dias parados para compensar o corte do ponto) e impedir demissões pelo prazo de 60 dias (a contar de 18 de julho, caso haja acordo). Caso os trabalhadores e os Correios não cheguem a um acordo até quinta-feira, o ministro Maurício Godinho Delgado vai julgar a ação de abusividade da greve e decidir sobre o dissídio da categoria.
Na semana passada, também em audiência no TST, a empresa aceitou a proposta anterior de Brito, que previa suspender a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, o fim do pagamento do adicional de R$ 260 e o retorno por dois meses do abono de 30% dos salários. A categoria recuou.

Movimento atinge hoje 21 estados e DI

A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo. A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês.
A greve dos funcionários dos Correios se iniciou em 1º de julho e até ontem fez com que 108 milhões de correspondências e 365 mil encomendas deixassem de ser entregue aos seus destinatários.
A paralisação atinge 21 Estados mais o Distrito Federal e conta com a adesão de 18% do total dos trabalhadores -110 mil empregados- e 27% dos carteiros -53 mil.
Segundo os Correios, em situações normais (sem greve) o volume de objetos que passam pela empresa é de 33 milhões de objetos.
Nos 15 dias de paralisação, diz os Correios, os clientes postaram 300 milhões de correspondências, sendo que apenas 64% foram entregues, e 7,3 milhões de encomendas, com 95% já encaminhadas aos destinatários.

Descumprimento de acordo

A categoria reclama que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo. A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha deste mês. Na terça-feira, foi retomada a audiência de conciliação no TST suspensa na segunda-feira da semana passada. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, propôs um acordo para o fim da greve e abertura de negociação entre as partes.
A empresa aceitou a proposta, que previa suspender a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, o fim do pagamento do adicional de R$ 260 e o retorno por dois meses do abono de 30% dos salários. A categoria não aceitou a proposta.
Segundo o TST, caso as partes não chegassem em um acordo na audiência de ontem, o presidente deverá instaurar dissídio, marcar a data do julgamento da ação de abusividade da greve e sortear o juiz relator.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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