A produção de móveis no Amazonas pode estar com os dias contatos se as movelarias não conseguirem matéria-prima para dar andamento à produção. Além disso, as empresas têm que adquirir o insumo em Roraima, Rondônia e Paraná para honrar os compromissos assumidos previamente, o que encarece cada vez mais o produto final. Este e outros assuntos foram discutidos durante reunião da Frempei-AM (Frente Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e Empreendedor Individual), presidida pelo deputado Adjuto Afonso (PP), com secretarias e entidades de classe, realizada na semana passada na ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas).
O evento contou com representantes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Afeam (Agência de Fomento do Amazonas), SDS (Secretaria de Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável), Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental), Iteam (Instituto de Terras do Amazonas) e proprietários de movelarias no Estado.
O presidente da Frempei, deputado Adjuto Afonso, informou que a reunião discutiu a situação da exploração de madeira manejada por parte das micro e pequenas madeireiras de Manaus, Manacapuru (a 68 km da capital), Presidente Figueiredo (a 107 km), Itacoatiara (a 170 km) e São Sebastião de Uatumã (a 245 km), bem como as dificuldades pelas quais passa o setor quanto a acessibilidade da matéria prima e pagamentos de financiamentos incentivados pelo governo estadual.
“Não podemos deixar que este setor tão importante para a economia do Estado feche as portas. O governo oferece programas sociais que estimulam a permanência do homem no interior, como o Zona Franca Verde. Vamos criar um fórum com participação dos interessados para encontrar uma solução para o empreendedor”, declarou.
“Situação dramática”
O presidente da Amazon (Associação da Indústria de Móveis do Amazonas), Valdemarino Alecrim, informou que a situação dos empreendedores é dramática. “Estamos preocupados com o andamento das empresas. O manejo florestal é a solução para nossos problemas, porque passaríamos a adquirir a madeira no Estado, gerando emprego e renda”, destacou.
O assessor de Floresta da SDS, Felipe Waldoff, informou que há uma lei estadual de manejo florestal na Casa Civil e, assim que publicada, vai permitir o manejo em floresta pública do Estado em uma área de 3 milhões de hectares. “Essa instrução normativa vai ajudar o Estado, principalmente, na extração da madeira. Além disso, há outra instrução normativa nesse ano que vai agilizar o licenciamento do plano florestal em uma área de até 400 hectares”, encerrou.






