A 15ª Semana de Tecnologia Metroviária teve início ma terça-feira, 25, e vai até esta sexta-feira, 28, no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. A abertura do evento foi feita pelo presidente da Aeamesp (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô), José Geraldo Baião, que falou um pouco sobre a história do transporte metroferroviário em São Paulo. “Em 1968, era fundada a Companhia do Metrô, pertencente à prefeitura de São Paulo, que substituiu a linha de bondes da cidade.” Ele contou que, no último dia 17 de agosto, iniciaram as obras de expansão da linha lilás do metrô. “Com a Copa do Mundo de 2014, os investimentos e a demanda para o setor são crescentes e há déficit de profissionais qualificados”, declarou.
Ricardo Caiado de Alvarenga, analista de infraestrutura da área metroferroviária, representou o secretário nacional de transporte e da mobilidade urbana, Luiz Carlos Bueno de Lima, afirmando que o transporte sobre trilhos reduz o gasto de energia em aproximadamente um terço por passageiro.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, José Tadeu da Silva, disse que o evento se tornou tradição pela importância para a sociedade e que um dos maiores problemas em uma metrópole como São Paulo é o transporte coletivo. “Não dá para realizar a Copa do Mundo de 2014 sem infraestutura. É preciso mostrar para o mundo a capacidade do país de elaborar obras de engenharia”, afirmou.
O presidente do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), José Antonio Fernandes Martins, abordou a dificuldade de as empresas brasileiras vencerem licitações de trens. “É preciso proteger a indústria nacional. A carga tributária brasileira é muito pesada. Na Índia, o custo do ônibus feito com qualidade semelhante ao feito no Brasil é 17% mais barato. Por isso, fica difícil vencer as licitações baseadas no preço”, afirmou.
O diretor presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Sérgio Henrique Passos Avalleda, parabenizou a Aeamesp por debater questões técnicas sobre o futuro do transporte sobre trilhos. “Estão sendo investidos R$ 21 bilhões na expansão da linha metroferroviária na região metropolitana de São Paulo”, afirmou.
Melhoria no metrô
O presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo, José Jorge Fagali, disse que os investimentos no setor incluem a melhora de linhas de metrô já existentes, além da construção de novas, como a que vai ligar o terminal São Judas ao aeroporto de Guarulhos.
O especialista em planejamento urbano e transporte, Jeffrey Kenworthy, disse que a construção de vias rodoviárias de alta velocidade é muito cara e não resolve o trânsito nas grandes cidades mas, pelo contrario, aumenta, porque cresce o número de veículos que circulam por essas vias. “É um círculo vicioso, porque sobe a demanda por mais vias de alta velocidade. Los Angeles é um exemplo de cidade que, durante muito tempo, investiu nessa via de transporte, que transformou o trânsito em caos”, disse.







