Senador avalia que Congresso está pronto para votar reforma

Em: 27 de dezembro de 2007
“Não será uma matéria fácil, mas também não é impossível. Como a discussão agora está mais madura, temos maiores condições de reduzir a quantidade
“Não será uma matéria fácil, mas também não é impossível. Como a discussão agora está mais madura, temos maiores condições de reduzir a quantidade

O líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), avalia que o Congresso está pronto para responder ao desafio de fazer no próximo ano a reforma tributária de que o país depende para desonerar a produção e acelerar o crescimento. Por ter sido amplamente debatida com os governadores, acredita Raupp, a proposta que o Executivo deve encaminhar ao Legisla­ti­vo em fevereiro próximo en­fren­tará agora menores obs­­tá­culos à sua aprovação, por já se encontrar depurada da maior parte dos pontos de conflito.

“Não será uma matéria fácil, mas também não é impossível. Como a discussão agora está mais madura, temos maiores condições de reduzir a quantidade de impostos e melhorar a eficiência do sistema tributário. Com os ganhos de eficiência, dá até para melhorar a arrecadação”, afirmou.

A reforma em fase final de estudo no governo prevê a uni­ficação nacional do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Outra mudança será a cobrança do tributo no estado destino da mercadoria nas vendas inte­restaduais, medida destinada a acabar com a guerra fiscal.

Es­se é o ponto mais polêmico, como reconhece Raupp, já que estados concentradores de vendas podem perder receitas. No entanto, ele diz que a discussão será superada, já que a proposta prevê um fundo para compensar os estados que, de forma imediata, tenham sua arrecadação pre­judicada. “Com a existência do fundo de compensação, não vejo razão para os governadores se contraporem à mudança”, ob­ser­vou.

Para o líder peemedebista, a tramitação da reforma em ano de eleições municipais também não deve prejudicar o andamento da matéria. Ele observa que a campanha vai durar apenas dois meses, tempo que considera curto.

Segundo Raupp, os senadores e deputados podem conciliar sem problemas as atividades em suas respectivas Casas com o apoio aos prefeitos e ve­readores aliados apenas nos fi­nais de semana.

“Com empenho, é possível debater e aprovar a reforma antes do fim do ano”, reforça.

O anúncio de que a proposta da reforma será encaminhada ao Congresso em fevereiro foi feito na quarta-feira pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, depois de reunião da equipe de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O envio da proposta foi também uma das exigências da oposição para aprovar, há duas semanas, a renovação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2011. A DRU permite ao governo indicar para gastos que considera mais urgentes e necessários 20% das receitas que, por força da Constituição, estão atreladas às áreas de Saúde, Previdência e Assistência So­cial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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