Senadora aprova mudanças em Cuba

Em: 25 de abril de 2011
Em sessão plenária, Vanessa Grazziotin lembrou luta vitoriosa dos cubanos sobre os EUA, ao comentar mudanças no Partido Comunista Cubano
Em sessão plenária, Vanessa Grazziotin lembrou luta vitoriosa dos cubanos sobre os EUA, ao comentar mudanças no Partido Comunista Cubano

Comemorando o 50º aniversário da declaração do caráter socialista da Revolução Cubana, marcada pela derrota dos Estados Unidos na invasão da Baía dos Porcos, em 1961, e o VI Congresso do Partido Comunista de Cuba, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ratificou nesta quarta-feira o apoio e a solidariedade do seu partido à revolução socialista cubana.
“Uma revolução vitoriosa, que é fruto do sacrifício de todos os jovens cubanos, homens e mulheres: dos jovens operários, camponeses, estudantes, intelectuais e militares. Na manhã de 15 de abril, aviões B-26 com falsas insígnias cubanas bombardearam duas bases aéreas em Havana e Santiago de Cuba. A operação, que parecia líquida e certa, foi uma derrota contundente, e curta. Em apenas 72 horas os invasores treinados e armados pelos Estados Unidos foram derrotadas. E assim, se consagrou a 1ª derrota militar estadunidense em território latino-americano”, afirmou.
Vanessa disse que o VI Congresso do Partido Comunista de Cuba também é dotado do mesmo valor e importância histórica para o povo cubano, apesar do bloqueio norte-americano e das condições adversas no mercado internacional.
Encerrado no dia de ontem, o Congresso, que contou com a participação de mil delegados, debateu e aprovou as linhas da política econômica e social do partido e da revolução, bem como “reafirmou o seu caráter socialista, democrático e transparente”.

“Sociedade brasileira é livre, mas nao é justa”

O senador Pedro Taques (PDT-MT) disse, em aparte, que a sociedade cubana é orgulhosa do seu regime.
Ele assinalou que esteve em Cuba e conheceu os índices nas áreas de saúde e da educação, mas lhe “causou espécie” a falta de liberdade do povo cubano. Para ele, a sociedade brasileira é livre, mas não é justa, enquanto a sociedade cubana é justa, mas não é livre.
“Não há sentimento maior para um indivíduo do que a liberdade de escolher o seu destino. Eu não posso crer em uma democracia em que há 47 anos o mesmo regime domina”, observou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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