Sepror anuncia agroindústria de fécula

Em: 19 de maio de 2009
A Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) assina hoje, às 14h, no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a Ordem de Serviço para a construção da primeira fecularia de mandioca do Amazonas
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A Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) assina hoje, às 14h, no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a Ordem de Serviço para a construção da primeira fecularia de mandioca do Amazonas

A Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) assina hoje, às 14h, no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a Ordem de Serviço para a construção da primeira fecularia de mandioca do Amazonas. A indústria será erguida na fronteira dos municípios do Careiro Castanho e Manaquiri e vai representar economia de recursos para o Estado, além de geração de emprego e renda pro homem do campo amazonense. A expectativa é beneficiar mais de 2.500 agricultores familiares que desenvolvem suas atividades agrícolas nos ecossistemas de terra firme e várzea, nos municípios de Careiro Castanho e Manaquiri.
A fécula de mandioca (goma desidratada) é utilizada na elaboração de colagem de equipamentos eletroeletrônicos fabricados nas empresas do Distrito Industrial. O convênio, no valor de R$ 1,7 milhão, é fruto de parceria com a Suframa.
O consumo mensal do produto no Estado é de 8.000 toneladas. A maior parte dele –7.000 toneladas– é consumida pelo PIM (Polo Industrial de Manaus), que fabrica a cola para os equipamentos eletroeletrônicos. Atualmente, a produção de fécula é insuficiente para abastecer o mercado local. “A nossa produção é quase zero”, disse o titular da Sepror, Eron Bezerra. A goma usada pelas empresas do PIM é trazida do Paraná. Paga-se R$ 1 por cada quilo comprado.
“Se fizermos um cálculo simples, veremos que o Amazonas envia, todo ano, R$ 96 milhões para fora do Estado para comprar fécula de mandioca. Com a implantação da fecularia, nós podemos zerar esse déficit em dois anos”, afirmou o secretário. Ele disse que solos amazônicos são aptos à plantação dessa matéria-prima. “É inadmissível que o Amazonas precise importar fécula de outros Estados”, declarou.
O projeto da fecularia inclui aquisição de maquinário completo para seu funcionamento, como lavador de raízes, cevadeira, peneiras rotativas, centrífugas, caldeira, secador de amido e ensacadeira, além de equipamentos para laboratório e a realização das obras civis (edificação e instalações). Parte do recurso também se destina à capacitação dos produtores que irão trabalhar diretamente na agroindústria.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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