Lílian D’ Araujo,
Especial para o JC
O Amazonas está se preparando para a maior eleição da história, que será marcada pelo alto apelo popular; pela força das novas mídias eletrônicas e alto investimento. A confirmação da aliança entre Alfredo Nascimento e Serafim Corrêa mudou o cenário eleitoral mais uma vez. Para Afrânio Soares, diretor da Action Pesquisas, a volta do ex-prefeito para a base do presidente Lula deverá causar nova migração de eleitores para o grupo de indecisos que, segundo a ultima pesquisa publicada no Amazonas, gira em torno de 80%, em pesquisa de opinião espontânea. O desafio dos candidatos, agora, é apostar na comunicação para conquistar votos. Ou seja, no final das contas, o posicionamento de Serafim na vaga de candidato a vice-governador na chapa do PR/PT/PSB pode, sim, ser decisivo, tanto para Alfredo, como para Omar Aziz (PMN).
Com a definição da chapa de “oposição” ao atual governo do Estado, que é formada pelo senador Alfredo Nascimento (PR) e Serafim Corrêa (PSB), o projeto de palanque múltiplo, reunindo PV, PSDB, PPS e DEM, que se formaria pela candidatura majoritária de Serafim está sepultado definitivamente e especialistas já apostam na definição do pleito em 1º turno por ser uma eleição polarizada entre dois fortes candidatos. O problema agora é entender onde se acomodarão os eleitores fiéis e os conquistados pelo ex-prefeito Serafim Corrêa. Como para a maioria dos analistas políticos não há possibilidades de haver uma transferência total de votos, nesse caso, para o ‘cabeça da chapa’, Alfredo Nascimento, boa parte dos eleitores deverão se juntar aos indecisos. Ou seja, o grupo que só decide seu voto durante a campanha, na reta final, mais precisamente.
“É muito provável que a disputa se defina no 1º turno, já que não há um terceiro candidato que possa atingir 10% de votos, desequilibrando a disputa entre os dois mais bem cotados para vencer. Ou seja, desenha-se, neste cenário, uma vitória já na primeira fase”, explicou.
Oposição migra apara indecisos
“Considerando que a maioria dos eleitores de Serafim Corrêa o haviam escolhido como opção, justamente, por ser uma voz diferente das que estão no poder e se tornar um candidato que representava mudança sempre, não acreditamos que esta aliança agrade a todo o seu eleitorado”, explicou o pesquisador Afrânio Soares.
Nesse caso, segundo o diretor da Action Pesquisas de Mercado, o número de indecisos que já está alto, tende a aumentar ainda mais. “Diante disso, ganhará quem se comunicar melhor e se tornar mais transparente, objetivo e convincente. Ao final, acredito que os indecisos vão definir este processo e, sendo assim, tanto o ministro Alfredo, quanto o governador Omar, têm chances”, avaliou.
Ou seja, do universo que poderia alcançar até 30% de intenção de votos enquanto disponibilizava seu nome á concorrência, Serafim aidna pode ver este número ser reduzido pela metade, mas ainda terá a força de seu eleitorado fiel que deve apoiar Alfredo Nascimento. No entanto, a outra metade que se tornará, provavelmente, indecisa, ainda poderá mudar de idéia, tanto para o seu lado novamente quanto para o oposto.
Comunicação será a melhor arma
Para conquistar a massa indecisa, os candidatos devem apostar na comunicação, de acordo com a previsão do pesquisador eleitoral, Afrânio Soares. Muitos candidatos já saíram na frente nestas eleições por terem forte participação na mídia, não apenas televisiva, como na mídia de rádio e na internet. É o caso do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), do deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), Henrique Oliveira (PP) – ex-vereador e Mirtes Salles (PP) – vereadora, que possuem programa de TV e ainda o governador do Amazonas, Omar Aziz, que possui programa de rádio e aposta em propagandas televisivas das ações do governo. Há ainda alguns políticos que se destacam na internet, que possui um público forte e formador de opinião, ainda pouco explorado pelos candidatos, como o vereador Marcelo Ramos (PSB), Serafim Corrêa (PSB), Paulo D’Carli (PDT), o deputado federal Marcelo Serafim (PSB) e o vereador Massami Miki (PSL), que também tem programa de rádio no Estado.
A força da mídia nestas eleições está em ter acesso aos indecisos e convencê-los a definir o voto por meio de debates e exposição mais elaborada dos programas de governo. Ganha quem mais souber se aproveitar do universo da informação e das técnicas de comunicação de massa.







