SERASA – Perspectiva de inadimplência caiu 1,9% em novembro

Em: 13 de janeiro de 2012
De acordo com a Serasa Experian, devem cooperar para o recuo da inadimplência em 2012 o aumento de 14,13% do salário mínimo
De acordo com a Serasa Experian, devem cooperar para o recuo da inadimplência em 2012 o aumento de 14,13% do salário mínimo

A inadimplência do consumidor brasileiro deve se estabilizar e iniciar um movimento de recuo neste ano, após fechar 2011 com aumento de 21,5% em relação a 2010, informou a Serasa Experian. O Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, divulgado ontem, recuou 1,9% em novembro ante o mês anterior, atingindo 100,2 pontos. “Se em 2011 presenciamos uma contínua deterioração dos níveis de inadimplemento dos consumidores, em 2012 deveremos notar, inicialmente, estabilização e, posteriormente, recuo gradual da inadimplência das pessoas físicas”, afirmou a empresa, em nota.
De acordo com a Serasa Experian, devem cooperar para o recuo da inadimplência em 2012 o aumento de 14,13% do salário mínimo, que entrou em vigor no dia 1.º de janeiro, a manutenção do baixo nível de desemprego, o arrefecimento da inflação, a redução das taxas de juros e o crescimento mais moderado do endividamento dos consumidores.
O indicador, segundo a empresa, tem a capacidade de detectar o movimento da inadimplência com seis meses de antecedência. “A recente sequência de quedas sinaliza que o cenário para a inadimplência do consumidor em 2012 será mais favorável do que o ocorrido no ano passado”, ressaltou a nota.
O recuo também foi verificado no Indicador de Perspectiva da Inadimplência das Empresas – caiu 1,3% em novembro, atingindo 98,3 pontos. De acordo com a empresa, foi o quarto recuo mensal consecutivo deste indicador. A favor das empresas, a entidade cita as perspectivas de reduções da taxa Selic, a expectativa de melhora dos níveis de inadimplência do consumidor e o aquecimento dos negócios por parte do poder público no ano eleitoral.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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