Serviços prestados por estes profissionais auxiliam nas edificações

Em: 18 de maio de 2011
Protagonistas do dia a dia de um condomínio, os síndicos desempenham um cargo em que não há espaço para glamour, e sim para muito trabalho
Protagonistas do dia a dia de um condomínio, os síndicos desempenham um cargo em que não há espaço para glamour, e sim para muito trabalho

Protagonistas do dia a dia de um condomínio, os síndicos desempenham um cargo em que não há espaço para glamour, e sim para muito trabalho. De canos estourados à brigas entre vizinhos, este profissional deve estar preparado para agir e saber como lidar com as mais variadas situações. Por este motivo, de acordo com Flávio Lima, a função não é para qualquer um. “É preciso gostar do que faz, caso contrário vai acabar sempre discutindo com algum morador”, disse o responsável pelo Condomínio Villa Verde, localizado no bairro Santo Agostinho.
Lima, que atua como síndico há cerca de seis anos, conta que a rotina deste profissional não é fácil. “Tem morador que acha que é dono do condomínio e não quer respeitar as normas e não é bem assim, até porque, ele (o morador) mesmo que aprovou”, afirma. Segundo ele, já foi inclusive ameaçado de morte quando foi cobrar um condômino.
Já Nivaldo Luiz Moreschi, conta que teve muitos problemas logo que iniciou a gestão. “Entravam muitos estranhos no condomínio, o portão ficava aberto, entrava qualquer pessoa na área de lazer, e hoje não, cada um sabe sua função e assim que chega algum morador novo tentamos adaptá-lo às normas”, disse o síndico, que cuida há quatro anos, do Condomínio Nilo Coelho, localizado no Adrianópolis.
Para Moreschi, o trabalho do síndico é semelhante ao de administrar uma empresa. “Cuidamos da manutenção, damos suporte aos funcionários, segurança, fazemos pagamentos e ainda temos que seguir e fazer cumprir as normas do condomínio. Tudo isso sem secretário, supervisor e nem office boy”, explicou o síndico.
Segundo Moreschi, no condomínio onde atua recebe remuneração desde quando foi eleito para desempenhar a função. “Geralmente alguns condomínios não pagam uma remuneração ao síndico, apenas dão o benefício de isenção da cota condominial, mas outros já perceberam a importância deste profissional no empreendimento”, afirma.
De acordo com Nivaldo, recebe cerca de R$ 2.500 mensalmente. E o síndico do Villa Verde, que recebe em torno de três salários mínimos mensalmente, concorda. “Até porque nossa dedicação é integral”, enfatizou Lima.
Flávio Lima, que é administrador, destaca que é necessário que o síndico sempre esteja se atualizando. “Até porque é necessário que nessa função você tenha uma formação, devido às atribuições do síndico, se não quebrar o condomínio. Para se ter uma ideia, nosso CPF é atrelado a toda movimentação do condomínio, se eu deixar de pagar alguma conta é responsabilidade minha”, afirmou Flávio Lima. “Só hoje (ontem) paguei cerca de R$ 5 mil de INSS para os 19 funcionários registrados no condomínio”, disse.

Atividade do síndico é amparada pelo Código Civil Brasileiro

O Código Civil Brasileiro estabelece em seu art. 1.348 as principais atribuições do síndico: I – convocar a assembleia dos condôminos; II – representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; III – dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio; IV – cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia; V – diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores; VI – elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano; VII – cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas; VIII – prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas; IX – realizar o seguro da edificação.

Administradoras de condomínios

Além do síndico, há também em alguns empreendimentos as administradoras de condomínios. Segundo a Marissol Vilaça, supervisora financeira da Home Service Soluções, o papel da administradora é auxiliar o síndico no exercício das atividades cotidianas do edifício. “O síndico fica como gerente e nós fazemos o ‘trabalho braçal’, orientando-o sobre os aspectos legais e dando-lhe suporte às atividades administrativas, como: contabilização de receitas e despesas, elaboração de folha de pagamento e realização dos pagamentos, emissão de boletos de pagamento das cotas condominiais, etc.”, explicou.
A supervisora da Home Service Soluções, que atualmente cuida de 25 condomínios em Manaus, destaca que, no entanto, não cabe à administradora tomar decisões ou providências, mas tão somente alertar ao representante legal do condomínio para que o faça, cabendo ao síndico determinar ou não providências.
De acordo com o ela, o valor para administrar um condomínio varia muito, depende do tamanho do edifício, número de moradores, se tem funcionários. “Em média chega a custar R$1.500, R$2 mil, incluindo os serviços financeiros e de departamento pessoal”, informa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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