Servidores do MTE continuam em greve

Em: 12 de maio de 2010
Somente nestes dois dias de paralisação dos Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Manaus, cerca de 400 carteiras de trabalho deixaram de ser emitidas
Somente nestes dois dias de paralisação dos Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Manaus, cerca de 400 carteiras de trabalho deixaram de ser emitidas

Somente nestes dois dias de paralisação dos Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Manaus, cerca de 400 carteiras de trabalho deixaram de ser emitidas. A greve geral, por tempo indeterminado, foi deflagrada na sexta-feira, dia 7, e apenas 30% dos servidores estão atuando no atendimento ao público. A categoria luta por melhores condições de trabalho e de atendimento à população, além da pela implantação imediata de plano de carreira específico.
De acordo com o diretor-administrativo do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEP-AM), Menandro Sodré, cerca de 70% dos funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não entraram no prédio para trabalhar e com cartazes e faixas expressaram seus interesses em efetivar as conquistas adquiridas com a criação de Plano de Carreiras Específicas.
O movimento dos servidores do MTE na região é parte de uma mobilização nacional. Em dezembro do ano passado foi realizada outra paralisação, que durou 20 dias, mas foi suspensa em razão de acordo com o governo. O compromisso firmado foi discutir um plano de carreira específico para o setor, seguindo um calendário de reuniões que terminaria em 22 de fevereiro deste ano.
No entanto, o governo estendeu os encontros até março. Após sucessivas reuniões sem proposta, no dia 29 de março o Ministério do Planejamento disse que não haveria negociação. Foi a gota d’água para os servidores decidirem pela retomada da greve.
Desde 1988, os servidores do órgão lutam pela aprovação de um plano de carreira específico. Após mais de 25 anos, o MTE realizou concurso por imposição do Ministério Público Federal, que considerou a terceirização praticada como ilegal. Mas a tabela salarial concede aos novos concursados, a exemplo dos servidores antigos, o pior salário da Administração Pública Federal e péssimas condições de trabalho. Esta situação já levou a uma evasão de cerca de 40% dos servidores, piorando consideravelmente o atendimento à população. A possibilidade de que os pedidos de exoneração continuem a ocorrer é enorme, já que os novos servidores estão prestando concursos para outros órgãos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar