Setor apresenta perda no 1º quadrimestre

Em: 2 de julho de 2008
A evolução dos monitores de TV –de tubo para LCD (cristal líquido) e plasma– ajudou a reduzir as vendas, já que os novos produtos consomem menos plástico
A evolução dos monitores de TV –de tubo para LCD (cristal líquido) e plasma– ajudou a reduzir as vendas, já que os novos produtos consomem menos plástico

Os fabricantes de insumos termoplás­ticos voltaram a amargar um período de per­das no primeiro quadrimestre. Verticalização da clientela e crescimento das importações de subconjuntos –impulsionado pelos baixos custos de produção da China e apreciação do câmbio– são os principais flagelos do segmento, cuja meta para o primeiro semestre é não voltar a cair.
Dados fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) informam que o setor cresceu 26,93% entre janeiro e abril, totalizando US$ 552.05 milhões (2008) em relação ao ano passado (US$ 434.94 milhões). O número, no entanto, foi inflado pela desvalorização da moeda americana, que desabou 23,85% nos 12 meses que separam os dois resultados –de R$ 2,18 (2007) para R$ 1,66 (2008).
Quando se faz a conta em reais, chega-se à conclusão de que a expansão das vendas foi de apenas 4,87%, com R$ 952,39 milhões (2008) contra R$ 908,15 milhões (2007). O saldo, por outro lado, ficou muito próximo ao percentual de inflação do período: 4,66%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Composto por 80 organizações –sendo que 50 são de pequeno porte–, o subsetor já foi o terceiro maior do país e hoje ocupa a quinta posição do ranking. A divisão mais duramente afetada é a de injeção plástica para eletroeletrônicos. A evolução tecnológica dos monitores de TV –de tubo para LCD (cristal líquido) e plasma–, por exemplo, ajudou a reduzir as vendas, uma vez que os novos produtos consomem menos plástico.

Retração Externa

Para os empresários, contudo, o maior inimigo vem de fora do país. “A clientela não cresce. Por um lado, algumas empresas verticalizam por motivos estratégicos. Por outro, a política cambial favorece as importações de peças e produtos acabados, o que faz o setor perder no adensamento da cadeia produtiva. Tivemos uma queda de 5% no faturamento, de acordo com nossas estatísticas”, desabafou o vice-presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus), Carlos Monteiro.

Chineses são até 66% mais baratos

“Não dá para competir com os insumos chineses, que chegam a custar a terça parte dos nossos. Estamos fechando o semestre com um decréscimo de 10% em relação ao ano passado. Desse jeito, se conseguirmos empatar em dezembro, será uma vitória”, emendou o proprietário da Norteplast, Roberto Alves de Andrade.
Em operação desde 1999, sua empresa tinha uma clientela de 33 organizações do PIM (Pólo Industrial de Manaus) em 2005, mas hoje só pode contar com 18. Chegou a empregar 73 pessoas, mas atualmente seus quadros dispõem de apenas 22 funcionários.
“A importação de insumos já cresceu mais de 30% nesses dois últimos anos. Para competir, já chegamos a conceder descontos de até 40%. Tentamos nos recuperar investindo em torno de R$ 1 milhão em novos equipamentos para aumentar a produtividade”, contou o proprietário da Tutiplast, Cláudio Barrela.
Atuante desde 1996, a empresa está estagnada desde 2006. Trabalha com 420 empregados, mas já teve 530 há três anos. O número de clientes permaneceu o mesmo nesse período: 20 fabricantes dos pólos de duas rodas e eletroeletrônico.

Redução funcional

A crise dos termoplásticos se reflete nos números de mão-de-obra. A quantidade de empregados aumentou apenas 1,47% no acumulado até abril, de 9.329 (2007) para 9.466 (2008). Depois de crescer três anos ininterruptos, a participação do custo da remuneração do trabalhador no faturamento, sofreu retração de 5,55% (2007) para 5,40% (2008) na mesma comparação.
Embora seja o terceiro do PIM em número de postos de trabalho, o segmento está entre os últimos em relação à média salarial, ocupando a nona posição, com US$ 609.56 por empregado. Quando se leva em conta o somatório de salários, encargos e benefícios por funcionário (US$ 1.242), despenca para o décimo lugar.

Redução da produção

“Em outros tempos, nosso segmento empregou mais de 12.000 trabalhadores. Se levarmos e

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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