Setor automotivo defende desoneração de exportações

Em: 10 de maio de 2009
A desoneração das exportações, bandeira antiga do empresaria­do brasileiro, foi uma das principais propostas apresentadas na última sexta-feira, 8, por executivos da cadeia da indústria automobilística
A desoneração das exportações, bandeira antiga do empresaria­do brasileiro, foi uma das principais propostas apresentadas na última sexta-feira, 8, por executivos da cadeia da indústria automobilística

A desoneração das exportações, bandeira antiga do empresaria­do brasileiro, foi uma das principais propostas apresentadas na última sexta-feira, 8, por executivos da cadeia da indústria automobilística, incluindo as si­derúrgicas, como solução para o Brasil conter a redução dos produtos manufaturados, durante encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, na sede regional do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Tanto o governo quanto os empresários da cadeia automotiva estão preocupados com o atual quadro, segundo informou Jackson Schneider, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). É uma preocupação natural, enfatizou o executivo, dizendo que apresentou a Miguel Jorge um demonstrativo contábil sobre a redução do volume exportado no quadrimestre. Segundo ele, em número de unidades a quantidade vendida ao Exterior caiu em praticamente a metade do movimento obtido em igual período do ano passado. Isso equivale a algo em torno de 130 mil unidades abaixo de janeiro a abril de 2008.
Para o presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional de Autopeças), Paulo Butori, é necessário olhar com cuidado o peso tributário sobre o produto exportado porque em momento de crise aparece muito mais a falta de competitividade, que está muito associada ao peso dos impostos. Ele advertiu que muitos países desoneraram os seus produtos para ganhar mais mercado, um caminho que entende ser a saída para conter a queda nos volumes embarcados.
Só o setor de autopeças, segundo Butori, enfrentou um um déficit de US$ 580 mi­lhões, no quadrimestre, vo­lume do montante importado a mais do que em igual período de 2008 . Estamos enfrentando falta de compradores para nossos produtos no mercado externo. Em todo o ano passado, o setor exportou cerca de US$ 10 bilhões, o volume também foi reduzido pela metade.
Butori observou que isso implica em mais desemprego no Brasil. A expectativa dele é que que o tema seja levado para discussão com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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