O presidente Luiz Inácio Lula da Silva festejou, na Ford, em São Bernardo do Campo (ABC paulista), os números recordes do setor automotivo em 2007, quando as vendas internas cresceram 27%. Segundo Lula, o carro é uma das três prioridades do trabalhador brasileiro. “As outras duas são casa e um casamento com mulher bonita”, disse.
“Durante 20 anos, vivemos um dilema, se fortalecíamos o mercado interno e matávamos o externo, ou vice-versa. Hoje, o mercado externo está crescendo e o mercado interno está bombando”, afirmou.
Para o presidente, o aquecimento do mercado doméstico se deve à ampliação do crédito e de financiamentos e do acesso dos trabalhadores de renda mais baixa ao dinheiro.
Durante o evento, Lula atribuiu a crise política pela qual passou em 2005 aos problemas econômicos enfrentados naquele ano. “Tivemos problemas, entre eles por conta da crise política profunda em que muita gente achava que podia tirar o Lula da presidência. Foi um ano amargo para mim e para vocês”, afirmou o presidente ao lado do governador de São Paulo, José Serra.
Para o presidente Lula, aqueles que ele sempre chamou de companheiros foram os que colaboraram para “acalmar os ânimos”. “Vocês fizeram um adesivo com a expressão ‘Mexeu com o Lula, mexeu comigo’. Isso acalmou alguns que dizem que defendem a democracia, mas não aceitam a alternância de poder, principalmente de alguém de uma categoria que historicamente não tem acesso ao poder”.
O presidente Luiz Inácio reclamou que não foi levado a sério quando previu, em agosto de 2003, que o país registraria o “espetáculo do crescimento” da economia. Segundo ele, a resposta aos críticos é o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no 3º trimestre, que atingiu 5,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.







