A indústria de alimentos do país faturou R$ 230,6 bilhões no ano passado, alta de 10,6% em relação ao ano anterior, quando o faturamento somou R$ 208,4 bilhões, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira pela Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação).
Cerca de R$ 196,2 bilhões foram obtidos pelo setor de alimentos e R$ 34,4 bilhões pela indústria de bebidas. No ano anterior, os segmentos haviam faturado, respectivamente, R$ 178,5 bilhões, e R$ 29,9 bilhões.
As vendas da indústria da alimentação no mercado interno representaram 75% do total e as exportações, 25%. Segundo comunicado divulgado pela Abia, o crescimento foi impulsionado pelo aumento do crédito, do emprego formal e pela melhoria na renda média anual da população.
A entidade destacou que a indústria foi pressionada ao longo do ano pelo aumento dos custos das matérias-primas agropecuárias, como milho, soja, boi gordo, feijão, trigo e leite. “A estiagem no primeiro semestre afetou o pasto, pressionando preços de leite e dos produtos de carne”, informou. No setor de trigo, as empresas foram afetadas pela restrição da exportação de trigo pela Argentina.
Quanto ao custo com embalagens, o crescimento maior se concentrou no setor de metais não-ferrosos. Nos próximos meses, a entidade espera pressões menores nos produtos agrícolas. “O problema de estiagem já passou e a tendência é que os preços voltem aos patamares anteriores rapidamente”, afirmou por meio de nota o gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia, Amílcar Lacerda de Almeida.
O setor de derivados de carne foi responsável pela maior fatia nas vendas de produtos industrializados no ano passado. Além da maior demanda, a alta dos preços impulsionou o faturamento. Segundo a Abia, as vendas de derivados de carne somaram R$ 50,8 bilhões no ano passado, alta de 18,5% em relação ao ano anterior
Performance
setorial
O segundo maior segmento em alta foi o de chá, café e cereais, com vendas de R$ 24,69 bilhões, alta de 6% em relação a 2006. O setor de óleos e gorduras foi o terceiro colocado, com faturamento no valor de R$ 23,67 bilhões, 15% superior ao ano anterior. Os laticínios ficaram com a quarta colocação, com vendas de R$ 23,66 bilhões (alta de 14,3%), seguidos pelos derivados do trigo (alta de 12,4%).
O setor de derivados de frutas e vegetais obteve um crescimento de 16,9%, chegando a R$ 14,27 bilhões. As vendas de chocolate e balas subiram 17,8% para R$ 7,95 bilhões, seguidas pelas vendas de desidratados e supergelados, que cresceram cerca de 16,5% para R$ 4,56 bilhões. O segmento de conservas e pescados avançou 17,1% para R$ 1,93 bilhão. Os demais itens cresceram 17,1% para R$ 11,21 bilhões.
A produção de alimentos deve crescer de 4,2% a 4,5% neste ano, impulsionada pela melhoria da safra agrícola, segundo as projeções da Abia. No ano passado, a produção cresceu 3,82%, depois de um avanço de 3,45% em 2006. A Abia não divulgou os volumes. A entidade também projetou um crescimento de 3,5% a 4% em vendas reais para o ano. Em 2007, as vendas reais cresceram 2,92%. Em 2006, o avanço foi de 3,78%.
A produção de alimentos deve crescer de 4,2% a 4,5% neste ano, impulsionada pela melhoria da safra agrícola, segundo projeções da Abia. No ano passado, a produção cresceu 3,82%, depois de um avanço de 3,45% em 2006. A entidade também projetou um crescimento de 3,5% a 4% em vendas reais para o ano.







