Setor de consórcios cresce 40% em julho

Em: 13 de agosto de 2010
De carona no aquecimento da demanda nacional por bens duráveis, o setor de consórcios avançou 33% em todo o território nacional no primeiro semestre, ultrapassando R$ 28 bilhões em volume de negócios, segundo relatório divulgado pela Abac
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De carona no aquecimento da demanda nacional por bens duráveis, o setor de consórcios avançou 33% em todo o território nacional no primeiro semestre, ultrapassando R$ 28 bilhões em volume de negócios, segundo relatório divulgado pela Abac

De carona no aquecimento da demanda nacional por bens duráveis, o setor de consórcios avançou 33% em todo o território nacional no primeiro semestre, ultrapassando R$ 28 bilhões em volume de negócios, segundo relatório divulgado pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). Embora não existam estatísticas oficiais sobre o segmento no Amazonas, empresas ouvidas pelo Jornal do Commercio informam que a alta na comparação de julho deste ano com igual mês do ano passado foi de 40%, em média.
O crescimento da produção e demanda de Manaus, tornou a cidade a menina dos olhos das administradoras de consórcios, como é o caso da Nacional Ford. O gerente de negócios da administradora, Cristian Funes, revela que os negócios ganharam impulso de 20% na comparação de agosto com julho. “Esse mês está sendo muito bom. Nossa estimativa é fechar o dia 31 com algo em torno de R$ 1,8 milhão”, comemorou. Cristian também destacou que o resultado é influenciado em grande parte pela clientela do interior, visto que não há concorrência no mercado fora da capital.
Sem revelar valores, a rede de duas rodas Canopus Motors se diz otimista quanto às metas obtidas e afirma que o marketing foi um diferencial que ajudou nos resultados. “Fechamos o mês sempre com uma média de 400 a 500 cotas por mês. Muita gente conheceu as vantagens do consórcio através das nossas campanhas de divulgação”, explicou a encarregada pelo consórcio da empresa, Milene Araújo.
Já a oriental Mitsubishi, registrou no setor de consórcio, em Manaus, uma média de vendas no patamar de R$ 2,5 milhões. Esse número representa um incremento de 30% para a empresa, quando analisado com o mês de julho.
Outra empresa que também constatou aumento pela procura de consórcio foi a Embracon. Detentora de consórcios em diversas modalidades (veículos, imóveis e serviços), a Embracon quer faturar, apenas na capital, R$ 6 milhões em agosto. De acordo com o gerente comercial da empresa, José Odésio, o ponto forte da empresa são os imóveis na região. “A meta é fechar o mês com um aumento de 70% em relação ao período anterior. Dessa percentagem, cerca de 70% das vendas serão de imóveis”, calculou.
Segundo o gerente da Embracon, as principais alavancas que contribuíram para essa alta nas vendas foram a maior flexibilidade das administradoras quanto ao uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) no consórcio de imóveis e a inexistência de taxas de juros para quem procura esse tipo de serviço. “O desempenho está tão bom que fechamos o ano passado com R$ 26 milhões. Para 2010, já estamos trabalhando com uma meta de R$ 45 milhões”, afirmou.

Maior presença das classes C e D impulsiona vendas

Outra representante da área de consórcio de diversos produtos na capital é a Rodobens. O grupo registra de 15% neste mês, frente o mesmo intervalo do ano passado. Em 2009, Rodobens levou para seus cofres R$ 60 milhões e a expectativa é chegar ao fim de 2010 com R$ 12 milhões a mais, totalizando R$ 72 milhões.
Para o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, além do uso do FGTS, para a aquisição de imóveis, o crescimento na área de consórcio também foi influenciado por outros fatores. “Tivemos uma maior presença das classes C e D, o planejamento do consumidor e seu questionamento sobre a necessidade imediata ou não da aquisição do bem”, explicou.

FGTS e imóveis

Com maior abertura de crédito, utilizando parte do FGTS, o amazonense segue a mesma onda nacional e investe o benefício no mercado de consórcio de imóveis. Desde 2009, a Caixa Econômica Federal disponibiliza para os trabalhadores uma parte do fundo para liquidar e pagar até 80% das prestações de consórcios imobiliários Porém, a utilização do dinheiro do FGTS só vale para quem já foi contemplado e adquiriu o imóvel.
Para ter acesso, é necessário se enquadrar em algumas regras. Segundo a Caixa, o imóvel adquirido deve estar onde o consorciado exerce a ocupação principal ou mora há mais de um ano. Outra exigência é que não tenha casa própria, nem financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) em qualquer parte do território nacional, na data de aquisição do imóvel.
As regras estabelecem também que a moradia e a cota de consórcio estejam em nome do titular da conta vinculada. O imóvel tem que ser residencial urbano e será necessário comprovar que foi comprado com recursos da carta de crédito do consórcio. O valor de avaliação do bem, na data da aquisição, deve respeitar o limite estabelecido pelo SHF, atualmente em R$ 500 mil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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