Ainda que sejam as mais bonitas possíveis, elas são descartadas logo num primeiro momento, afinal de contas são apenas um invólucro, uma cobertura, uma proteção do conteúdo daquilo que realmente se deseja. Elas são as embalagens.
Embora não percebamos, as embalagens fazem parte do nosso dia-a-dia, pois envolvem praticamente tudo aquilo que adquirimos para beber, comer, usar. Podem ser de plástico, de papel ou papelão, de metal, de madeira e de vidro e envolvem desde o menor frasco de perfume até, no caso do PIM (Pólo Industrial de Manaus) as motocicletas.
De acordo com estudo realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), do Rio de Janeiro para a Abre (Associação Brasileira de Embalagens), a indústria de embalagens teve faturamento, em 2006, de R$ 31,969 milhões, aumento de 2,13% em relação ao ano anterior. Em 2007 o faturamento teve uma expansão superior à registrada em 2006 com um crescimento de quase 2%.
Segundo levantamento realizado com base nos índices da Abre, a participação de mercado de cada material de embalagens (madeira, vidro, metal e plástico, além do papel e do papelão) apresentou uma pequena variação ao longo dos dez anos de realização do estudo da FGV. Somente a partir de 2006 foi possível fazer a divisão dos segmentos de papel e papelão.
Emprego na área está em alta
O emprego na indústria de embalagens cresceu 4,06% no primeiro semestre de 2007 em comparação a igual período de 2006. As 1.320 indústrias com mais de 30 funcionários entrevistados pelo Ministério do Trabalho encerraram junho de 2007 com 186.025 trabalhadores, ante 178.762 no mesmo mês de 2006.
No primeiro semestre de 2007 as exportações diretas de embalagens tiveram um crescimento bastante expressivo em relação a 2006 com aumento de 40,65% e faturamento de US$ 229 milhões no período. As importações de embalagens vazias tiveram um aumento de 26% no primeiro semestre de 2007 em relação ao mesmo período do ano anterior.
O faturamento em importações no período foi de US$ 159 milhões. Este número aponta que a balança comercial do setor de embalagem continua superavitária: US$ 229 milhões exportados contra US$ 159 milhões de exportações. Um saldo de US$ 70 milhões.
Tamanhos
variados
No PIM, algumas empresas pertencem ao segmento de embalagens, entre elas a PCE (Papel, Caixas e Embalagens). De acordo com o gerente-geral da organização Hélio Uchoa, há dez anos a empresa atua no ramo de embalagens produzindo caixas em papelão ondulado e caixas rotuladas, nos mais variados tamanhos e formas, sendo utilizadas para embalar eletroeletrônicos, duas rodas, alimentos, químicos e derivados, plástico e produtos resultantes do setor madeireiro, de avicultura, gráfico e de informática, apenas para citar alguns.
A embalagem é um produto tão essencial dentro do PIM que Hélio Uchoa assegura ser utilizada por todas as empresas ali instaladas. Atualmente, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), elas são mais de 450 em funcionamento. “O único diferencial é que nem todas as empresas utilizam as embalagens de papelão ondulado, como os fabricados por nós”, explicou.
Entre os clientes da PCE, Hélio Uchoa aponta os dez que mais utilizam as embalagens da empresa: Philips, LG, Samsung, Sony, Panasonic, CCE, Gradiente, Sharp, P&G (Gillette) e Visteon. E a empresa pretende ampliar a sua carteira de clientes durante este ano de 2008.
Portanto, a partir de agora, pense duas vezes antes de simplesmente jogar fora a embalagem de um produto que adquirir. Ela pode até ser descartável, mas é imprescindível no trajeto entre a pós-fabricação de um produto até que o mesmo chegue às suas mãos.






