Setor de seguros movimentou R$ 605 milhões no 1º tri no Amazonas

Em: 30 de maio de 2023

O mercado segurador do Amazonas arrecadou (sem Saúde e DPVAT) mais de R$ 605,0 milhões no primeiro trimestre de 2023, uma alta de 4,2%, se comparado com o mesmo período de 2022. Os dados integram um levantamento produzido pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), que também destaca o aumento de 27,6% nas indenizações, benefícios, resgates e sorteios pagos no mês, representando um total de R$ 167,3 milhões (sem Saúde, DPVAT e VGBL).

Com R$54 milhões arrecadados, o seguro patrimonial foi um dos que registrou alta expressiva, com 55%, seguido por Transportes, com 39,5% (R$ 16,7 milhões). Em indenizações, o produto Crédito e Garantia pagou cerca de R$ 42,7 milhões, uma alta de 526,5%.

“Sem dúvida alguns dos fatores que contribuíram para esse crescimento foi a entrada de novos players no mercado, não só através da presença física, como também através da comercialização virtual do produto de seguros. E a premissa existente no segmento é que quanto mais se oferta, mais se vende”, atribuiu  Emerita Lyra, diretora executiva do Sindsegnne (Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste), 

Segundo ela, esse recorte feito do 1º trimestre de 2023 leva à expectativa de mais um ano de grandes oportunidades, no caso do estado do AM fica isso fica bem claro principalmente nos ramos de seguro patrimonial e seguro de transporte.

A sondagem apontou que o maior destaque do ramo patrimonial é o seguro residencial, que cresceu 24,4% em todo o estado do AM durante o 1º trimestre, contra 15,7% em todo o Brasil. “Acreditamos que a conscientização da sociedade de que é possível fazer uso dos diversos serviços de assistência sem necessariamente ocorrer um acidente previsto na apólice é um dos motivos que levaram ao crescimento do consumo desse tipo de seguro na região”. 

Já no ramo de transporte, ela analisou que o estado do Amazonas historicamente consegue ter um crescimento superior à média nacional: Enquanto o Brasil cresceu em média 2,9% no acumulado do 1º trimestre de 2023, AM cresceu impressionantes 39,5%, concentrado no risco de embarcador internacional.

Até março de 2023 o setor de seguros retornou à sociedade mais de R$167 milhões, o que representa um crescimento de 27,9% em pagamentos de indenizações, benefícios e sorteios, quando comparado ao mesmo período de 2022. Enquanto que o Brasil concentrou um crescimento de apenas 1,4%.

Importa lembrar que o mercado segurador do Amazonas abriu 2023 com arreacadação de mais de R$ 234,4 milhões em janeiro, uma alta de 44,6% na demanda pelos produtos de seguros, se comparado com o mesmo período de 2022 (sem Saúde e DPVAT). Os dados integram um levantamento produzido pela CNseg destacou ainda o aumento de 14,1% nas indenizações pagas no referido mês, representando um total de R$ 49,9 milhões (sem Saúde, DPVAT e VGBL).

Movimento em todo país

Nacionalmente, dados da CNseg mostram que, desconsiderando Saúde Suplementar e DPVAT, o setor pagou mais de R$ 59,5 bilhões aos segurados, uma alta de 1,2%, e arrecadou mais de R$ 90,4 bilhões, um crescimento de 10%, ante o mesmo período do ano anterior.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destaca que o setor segurador tem um potencial extraordinário de crescimento. “Para alcançar esses objetivos, temos trabalhado intensamente em várias frentes para tornar o setor mais bem compreendido pela população, pela sociedade organizada e pelos governos. Importante mostrar que o seguro é um serviço único, capaz de oferecer soluções para os mais diversos anseios da sociedade e das economias modernas”.

Um dos projetos da confederação é o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS), que tem o objetivo de aumentar em 20% a parcela da população atendida pelos diversos produtos do mercado, além de elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% do PIB para 6,5% do PIB.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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