Setor de serviços cai 15% no Amazonas

Em: 15 de janeiro de 2016

Depois da indústria e comércio amazonenses registrarem queda em novembro, o setor de serviços no Amazonas, com um recuo de 15% nas atividades, registrou o segundo pior desempenho do país no penúltimo mês do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2014, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgados ontem (14). O desempenho amazonense só superou o estado da Bahia, onde segundo o IBGE os serviços caíram 17,9%.
Ainda pelos números do instituo, em todos os onze meses de 2015 houve resultados negativos, sendo o mês de novembro o segundo pior resultado da série iniciada em 2012.
O acumulado de 2015 alcançou -9,7% em novembro, que também foi o segundo pior desempenho no em todo país, atrás apenas do Amapá com -11,3%. Já o acumulado do volume de serviços nos últimos doze meses, o índice chegou a -9,3% no penúltimo mês de 2015.
“A atividade de serviços está entre as mais sensíveis às crises econômicas uma vez que ela está ligada a indústria, ao comércio e às pessoas. Por isso, os impactos são logo percebidos na atividade. A industria corta determinados reparos; o comércio deixa de realizar aqueles serviços não prioritários e as pessoas eliminam gastos com a beleza corporal em salões, por exemplo”, comentou Adjalma Nogueira Jaques, Supervisor de Disseminação de Informações – IBGE/Am.
O presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas) José Roberto Tadros afirma que, apesar de já esperado devido à conjuntura econômica desfavorável, a queda de 15% nos serviços assustou o mercado. Ele confirma que o setor de serviço acompanha os resultados dos demais setores afetados pela crise político-econômica do país.
“Esse resultado nos assusta, não obstante, já estava previsto. Há uma retração muito grande da atividade econômica neste país, como consequência de uma série de fatores negativos como inflação ascendente, empregos descendentes e tudo isso leva ao temor do consumidor e retração do investidor”, explicou Tadros.
Receita também registra queda
Mesmo a variação de receita, que não sofre os efeitos deflatores de inflação do período, teve desempenho negativo de -13,8% no mês. Este indicador começou o ano de forma positiva (4,6% em janeiro), mas veio perdendo forças até culminar com o número de novembro que também é o segundo pior para o mês em todo país. No mesmo sentido, os acumulados da variação da receita vêm apresentando perdas destacadas, chegando a -5,3% no ano de 2015 e -5% para os últimos doze meses.
Ainda na avaliação do instituto, os resultados de dezembro poderão significar o pior ano para a atividade em toda a série da Pesquisa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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