Setor deve gerar 8.000 postos de trabalho

Em: 3 de setembro de 2009
O Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas) estima que sejam criados 6.000 vagas no setor até dezembro, que se somariam aos atuais 8.000 postos de trabalho na região
O Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas) estima que sejam criados 6.000 vagas no setor até dezembro, que se somariam aos atuais 8.000 postos de trabalho na região

O Sintracomec/AM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas) estima que sejam criados 6.000 vagas no setor até dezembro, que se somariam aos atuais 8.000 postos de trabalho na região. A expectativa positiva é do presidente da entidade Roberto Bernardes, que embasa o argumento nas encomendas de unidades habitacionais levantadas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Não há garantia, no entanto, que os empregos sejam ocupados por operários residentes no Amazonas. Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal do Commercio, o superintendente regional do trabalho, Dermilson Chagas, disse que as construtoras e incorporadoras locais estão contratando profissionais especializados e todos os tipos de operários fora do Estado. “As empresas aproveitam a falta de mão-de-obra especializada no mercado local para trazerem também trabalhadores comuns, como serventes e pedreiros”, salientou o dirigente, na ocasião.
O presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Joaquim Auzier, explicou que isso ocorre, em parte, pelo acelerado ritmo de crescimento das obras em Manaus. “As construtoras não podem esperar que os trabalhadores qualificados terminem o projeto em que estão e trabalhem em outra empresa, elas precisam contratar imediatamente para manter o cronograma”, justificou.
Auzier destacou também que hoje faltam profissionais especializados em todos os níveis da construção, desde carpinteiros até engenheiros civis, principalmente quando é exigida experiência. “Se o ritmo de crescimento do setor continuar estável ou crescer, em junho de 2010 até os trabalhadores mais corriqueiros, como ferramentaristas ou assistentes de pedreiros, estarão faltando no mercado”, alertou.

Cursos de qualificação

Para garantir que trabalhadores amazonenses absorvam o aumento previsto na quantidade de vagas, os órgãos representativos de classe e instituições governamentais estão promovendo cursos para qualificação. Somente a Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho) possui R$ 600 mil para investir em cursos.
“A construção civil amazonense vive um ritmo de crescimento muito intenso e a busca constante pelo aprimoramento dos profissionais é fundamental para garantir os empregos dos trabalhadores”, avaliou Roberto Bernardes. Na opinião do representante dos trabalhadores, nos próximos anos, o quadro funcional das empresas só aceitará pessoas altamente especializadas.
No Amazonas, as instituições que organizam e executam cursos profissionalizantes ou de aprimoramento profissional na construção civil são seis: Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas), Ciet (Centro Integrado de Educação do Trabalhador) Professor Demóstenes Travessa, Sine (Sistema Nacional de Empregos) de Manaus e do Amazonas, Sinduscon/AM e Sintracomec/AM.

Sindicalista garante que amazonense tem prioridade

O presidente do Sintracomec disse acreditar que o volume de obras encomendadas a partir da abertura de crédito para o programa de habitação popular do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, está impulsionando o mercado local de construções residenciais.
“Antes de lançar um empreendimento, as construtoras geralmente entram em contato com o sindicato para verificar a quantidade de trabalhadores que estão parados para empregá-los e, só então anunciam que estão contratando”, informou Bernardes. Ele explicou que entre uma construção e outra os profissionais ficam sem emprego por alguns meses e que a filiação ao sindicato garante menor tempo de espera por novas vagas.
Conforme a demanda registrada pelas entidades representativas de classe e pela empresas, o Cetam realiza o programa “Cetam na Empresa”, que leva os professores ao encontro dos trabalhadores para a execução de cursos práticos. “Desde 2006, fazemos cursos nas companhias. É praticamente impossível realizar um curso somente na sala de aula, por isso levamos o curso para o canteiro de obras”, explicou a diretora-presidente do centro, Joésia Pacheco. O único curso realizado pelo centro nas dependências da instituição é de “Eletricidade Básica”.

Cursos profissionalizantes

Os Sine Manaus e Amazonas, gerenciados pela Semtrad (Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social) e pela Setrab respectivamente, têm o objetivo de facilitar a ligação entre os desempregados e os empregadores, como definiu o coordenador do Sine Manaus, Arilson Vieira.
A assessoria de comunicação da Setrab divulgou que a secretaria possui R$ 600 mil disponibilizados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalho), para investir na abertura de cursos para diversos segmentos da economia. O órgão não soube informar quanto será destinado aos profissionais da construção civil, mas confirmou 1.600 vagas para qualificação de pedreiros, carpinteiros e ferreiros.
De janeiro a julho deste ano, o Sine Amazonas ofereceu 1.534 vagas em cursos profissionalizantes, sendo 669 para a construção civil. O Sine Manaus não divulgou o total de vagas apresentadas em 2009, mas contabilizou 35 postos de trabalho ofertados e preenchidos na ultima semana do mês de agosto.
O Ciet (Centro Integrado do Trabalhador), pertencente ao sistema Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), diplomou 993 pessoas de janeiro a junho, com a promoção de 19 cursos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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