Setor deve gerar pelo menos 2.100 empregos até 2013

Em: 4 de setembro de 2009
O setor de petróleo e gás no Amazonas pretende ampliar investimentos no Estado e gerar pelo menos 2.100 novos postos de trabalho
O setor de petróleo e gás no Amazonas pretende ampliar investimentos no Estado e gerar pelo menos 2.100 novos postos de trabalho

O setor de petróleo e gás no Amazonas pretende ampliar investimentos no Estado e gerar pelo menos 2.100 novos postos de trabalho. A informação divulgada pelo gerente do Comitê de Finanças da Rede Petro Energia Amazonas, Fernando Martins, no início da semana, ressaltou ainda que a perspectiva de evolução do emprego no setor veio simultaneamente ao anúncio da Reman (Refinaria Isaac Sabá) de investir mais de R$ 1,5 bilhão a partir deste segundo semestre na modernização da unidade até 2013.
Martins disse que o setor está entre os que mais investem na economia amazonense, seguindo uma linha de prospecção de novos negócios e parceiros. No entendimento do executivo, o setor aparentemente passará imune pela crise econômica, que reduziu de forma significativa o ritmo da economia mundial, apesar de o barril se encontrar na faixa dos US$ 70 por unidade. “Além disso, o setor vem numa ascensão contínua na Amazônia e continuará aquecido por muito tempo, o que faz crescer a carência de profissionais qualificados na região”, asseverou.
Até 2013, segundo Martins, o setor de petróleo e gás conta no país com promessas de investimentos públicos e privados que ultrapassam US$ 200 bilhões, o que pode resultar na indução de um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional da ordem de 0,7 ponto percentual. De acordo com o gerente, serão mais de US$ 100 milhões diariamente a serem aplicados em exploração e produção, no aumento da capacidade e qualidade do refino e no desenvolvimento das importantes descobertas das jazidas do pré-sal, que além de garantir a autossuficiência, podem levar o Brasil à condição de exportador de petróleo. “Eu quero acreditar que o setor deva permanecer em alta pelo menos até 2013, já que, no Amazonas, os investimentos da Reman na nova planta são de médio a longo prazo e vão resultar em mais de 2.100 novas frentes de trabalho direta ou indiretamente”, explicou.
O gerente da unidade de atendimento coletivo e indústria do Sebrae/AM (Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa do Amazonas), Carlos Henderson, disse que as expectativas sobre o setor são as melhores possíveis por conta da parceria entre Petrobras e Sebrae que vai viabilizar a capacitação de mais 120 pequenas e microempresas da cadeia produtiva de petróleo e gás. Segundo o representante, as pequenas empresas (indústrias, comércio e prestadoras de serviços) vão passar por treinamento de 24 meses, onde receberão consultas financeiras e qualidade na gestão empresarial visando adequação nas normas ISO.

Tríplice parceria

No programa anterior, finalizado em 2007, a tríplice parceria entre Sebrae, Sect (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia) e Petrobras contou com a participação de 112 empresas e gerou 1.400 novos postos de trabalho, segundo Henderson. “O convênio firmado entre Sebrae e Petrobras este ano é de R$ 2 milhões e vai resultar em 15% a mais na geração de postos de trabalho direto e indireto em relação àquele ano”, comentou.
O diretor de recursos humanos para a América Latina da CH2M HILL, empresa de engenharia multidisciplinar, gerenciamento, construção, operações e meio ambiente da cadeia de petróleo e gás, Jaime Martins, disse em nota enviada ao Jornal do Commercio, que, devido a tal crescimento, aumenta também a procura por profissionais especializados para atuar na área. O executivo considerou que se trata de um momento de preocupação e oportunidade para empregadores e trabalhadores, uma vez que as empresas terão de buscar mão-de-obra especializada entre profissionais muitas vezes despreparados ou já comprometidos com outros projetos. “O mercado ficará ainda mais aquecido dentro de um período de dois a seis meses, e deve continuar prom­issor até 2020. Diante desse quadro, a demanda por força de trabalho qualificada só deve crescer, e as empresas terão que buscar mã­o de obra especializada entre profissionais muitas vezes despreparados ou já comprometidos com outros projetos”, afirmou em nota.
A CH2M HILL, segundo Martins, tem a intenção de multiplicar por cinco suas operações no país até 2013. “O crescimento já acontece: há dois anos. A companhia contava com 60 funcionários no Brasil, número que vem crescendo a cada ano e deverá chegar a 800 em 2013, um aumento de 1.213%.  As oportunidades de carreira devem surgir especialmente nas áreas de petróleo, gás e biocombustíveis”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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