O brasileiro é apaixonado pelo investimento de imóveis, e investir em imóveis tem suas vantagens em relação a outros tipos de investimento, como a ausência de riscos e solidez contra confiscos. A facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos e juros menores têm impulsionado o crescimento do setor imobiliário no país. O setor imobiliário pode ser uma boa opção de investimento, seja de forma combinada com outros investimentos mais ousados, seja como um projeto de vida, de construção passo a passo. De qualquer forma, também exige algum tipo de conhecimento e atualização permanente, já que sempre existirão bons e maus negócios, como em qualquer setor, alerta o consultor empresarial e autor do livro “O Espírito do Dinheiro”, Julio Sampaio.
O investidor precisa analisar se tem como objetivo viver de renda ou ganhar com a valorização da propriedade. Dependendo da opção, a escolha do imóvel vai ser diferente.
Um imóvel pode gerar ganhos de algumas maneiras, dentre elas: quando ocorre, por exemplo, uma valorização acima de mercado de uma determinada região ou cidade; pelo aumento de valor agregado, quando você faz melhorias num imóvel e o mercado está disposto a pagar por elas; pela simples locação, abatendo-se aí possíveis despesas de manutenção, custos de administração ou período não locado, explicou Sampaio.
Segundo o diretor de vendas da Apolar Imóveis, maior rede imobiliária do Brasil, Daniel Galiano, para quem quer viver de renda, a melhor opção é optar pela diversificação de imóveis, ou seja, vários imóveis possibilitando garantir um retorno mesmo que algum deles estiver desocupado. Além disso, imóveis menores, de até dois cômodos, são os mais procurados para locação. Como o valor do aluguel desses imóveis é menor, o prazo médio de espera para locação é de 30 dias, sendo maior entre os apartamentos que entre as casas, fazendo com que o proprietário não tenha que arcar com os custos da propriedade, como taxas e impostos, por muito tempo, esclarece.
“Imóveis mais baratos, em geral, possibilitam maiores retornos, como o caso de imóveis populares e usados. Fazendo a ressalva quanto à lei de oferta e procura, e de todas as suas variáveis, pode-se dizer que é uma regra geral”, explicou.







