Setor público atinge economia de R$8,96 bi no mês de fevereiro

Em: 31 de março de 2008
Apesar do esperado contingenciamento, a peça orçamentária prevê o aumento de R$ 8,5 bilhões no investimentos diretos do governo federal mesmo após a extinção da CPMF.
Apesar do esperado contingenciamento, a peça orçamentária prevê o aumento de R$ 8,5 bilhões no investimentos diretos do governo federal mesmo após a extinção da CPMF.

A economia do setor público feita para o pagamento de juros em fevereiro chegou a R$ 8,966 bilhões.
Este superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) apresenta uma elevação de 34,2% na comparação com mesmo mês de 2007.
O governo central contribuiu com uma economia de R$ 4,088 bilhões e as empresas estatais, com R$ 1,219 bilhão. Já os governos regionais deram uma contribuição de R$ 3,660 bilhões.
O resultado de fevereiro, no entanto, não foi suficiente para o pagamento de juros do mês, que totalizaram R$ 15,444 bilhões, contra R$ 11,009 bilhões, um crescimento de 40,3%.
Como as despesas foram superiores às receitas, o setor público apresentou um déficit nominal (receitas menos despesas, incluindo gastos com juros) de R$ 6,477 bilhões. O setor público é formado pela União, Estados, municípios e estatais. Juntos, precisam fazer uma economia equivalente a 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o superávit primário estava em 4,18% (R$ 109,099 bilhões), contra 4,14% em janeiro. O déficit nominal acumulado em 12 meses está em 2,07% do PIB, ou R$ 54,072 bilhões.
O superávit do setor público acumulado no ano está em R$ 27,629 bilhões, crescimento de 37,2% na comparação com o mesmo período de 2007. O valor é equivalente a 6,22% do PIB do período.
Nos dois primeiros meses do ano, o pagamento de juros foi de R$ 28,575 bilhões, valor 14,6% superior ao registrado no primeiro bimestre de 2007. O déficit nominal está em R$ 946 milhões, ou 0,21% do PIB do período.

Dívida líquida sobe para 42,2%, do PIB

A dívida líquida do setor público em relação ao PIB apresentou uma alta de 0,3 ponto percentual no mês passado -para 42,2% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 41,9% no mês anterior-, informou ontem o Banco Central.
Contribuíram para a formação desse resultado o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) no de R$ 27,629 bilhões, o crescimento do PIB e o ajuste da cesta de moedas que formam a dívida externa. Todos esses fatores ajudaram a reduzir a dívida.
No entanto, no sentido contrário, o pagamento de juros de R$ 28,575 bilhões no bimestre e a valorização cambial de 5% ajudaram a elevar a dívida.
A dívida líquida totalizada em fevereiro R$ 1,157 trilhão, contra R$ 1,140 trilhão no mês anterior.
Superávit primário do setor público consolidado é o quanto de receita o governo federal, os Estados, os municípios e as empresas estatais conseguem economizar, após o pagamento de suas despesas, sem considerar os gastos com os juros da dívida. Como o governo precisa reduzir a proporção da dívida pública em relação ao PIB essa economia de receitas tem sido usada para pagar os juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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